Etanol de segunda geração
A atual fronteira para o crescimento do etanol - a obtenção do chamado etanol de segunda geração - não está na questão das terras agricultáveis e nem na abertura dos mercados externos.
O problema está nas paredes celulares dos vegetais, formadas por um polímero bem conhecido do homem, mas muito difícil de ser quebrado: a celulose.
Desenvolver meios economicamente viáveis para decompor a celulose é fundamental para viabilizar o etanol de segunda geração, que poderá ser extraído de qualquer biomassa, e não apenas da cana-de-açúcar.
Isto permitirá aumentar a produção do biocombustível sem ter que alterar a extensão das plantações, além de levar a indústria para outras partes do país.
As soluções vislumbradas até agora são igualmente surpreendentes. Por exemplo, utilizar enzimas encontradas nos aparelhos digestivos de cupins e de animais ruminantes para decompor a celulose. Os ácidos são outra alternativa.
Etanol feito com plasma
Mas uma equipe do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas (SP), optou por uma terceira rota para liberar os açúcares da celulose: bombardeá-los com cargas elétricas geradas por um plasma, um gás ionizado que é considerado o quarto estado da matéria.
A quebra é semelhante ao que ocorre quando se lança mão dos cupins ou das vacas, uma rota na qual as enzimas mudam cargas elétricas de lugar, saturando uma ligação e provocando o seu rompimento.
Após a quebra, surgem espaços que são preenchidos com pedaços das moléculas de água e o novo rearranjo forma os açúcares.
"Vamos tentar fazer isso, só que utilizando uma descarga elétrica", disse Marco Aurélio Pinheiro Lima, coordenador do projeto.
A pesquisa esbarra em dois obstáculos fundamentais: a obtenção do controle do processo e a viabilidade econômica da tecnologia a ser desenvolvida. [Imagem: CTBE]Para dar certo, o processo deve ser controlado e as quebras executadas com cuidado para manter os açúcares intactos, pois são eles que darão origem ao etanol, por meio da fermentação.
A pesquisa deve também revelar outros modos de se fazer álcool, podendo até mesmo pular a etapa da fermentação, por meio de uma combinação de parâmetros até então desconhecida. "Quando se faz pesquisa é preciso estar aberto a descobertas imprevisíveis, pois os resultados podem levar a novos horizontes", disse o pesquisador.
Plasma frio
Algumas pistas para essa via de quebra da celulose vieram de estudos sobre o tratamento do câncer. Foi constatado nessas terapias que os elétrons de baixa energia possuem uma força capaz de quebrar o DNA de células cancerosas.
"Uma cadeia de DNA lembra muito os açúcares", comparou Lima, ressaltando que os elétrons de baixa energia podem ser obtidos dentro de um plasma com baixo custo.
Para o projeto foi escolhido um plasma frio à pressão atmosférica, no lugar dos modelos de baixa pressão, os mais comuns em laboratório. O motivo é desenvolver um meio que apresente viabilidade econômica para ser aplicado no mercado.
"Nesse sentido, o plasma frio à pressão atmosférica é mais barato e não exige tantos recursos para operar, como o vácuo, por exemplo. Não podemos pensar em algo que seja usado somente no laboratório, pois poderá ser uma máquina que atuará em uma escala grande", disse.
Mesmo assim, a equipe do CTBE também pretende estudar os efeitos do plasma de baixa pressão e do plasma em meio aquoso na quebra da celulose.
Os dados levantados ajudarão a obter uma série de conhecimentos básicos sobre o processo de dissociação desses polímeros e aprimorar processos para as biorrefinarias. "Essas serão as usinas do futuro: sempre coladas a uma indústria química que desenvolverá uma infinidade de produtos além do etanol e do açúcar", frisou Lima.
O projeto poderá levar ao controle do ambiente de descarga de elétrons a ponto de o químico escolher resultados desejados visando a obtenção de moléculas de valor comercial mais interessante.
Os experimentos do projeto do CTBE também poderão ser aplicados em outras rotas de quebra da celulose ao dar pistas sobre como uma enzima ou um ácido atuam no processo.
Outra possibilidade é o surgimento de um processo misto que associe rotas diferentes para a obtenção do açúcar. Como a celulose tem uma estrutura fechada em pacotes, os elétrons poderiam, por exemplo, desempacotar o polímero e prepará-lo para um ataque enzimático ou químico.
Em todas essas perspectivas, a pesquisa esbarra em dois obstáculos fundamentais: a obtenção do controle do processo e a viabilidade econômica da tecnologia a ser desenvolvida. Por esse motivo o plasma deve ser barato e de baixa energia, a ponto de compensar a produção do etanol.
"A obtenção do álcool celulósico é conhecida e chegou a ser usada na Segunda Guerra Mundial. Ele só não está no mercado até hoje por ser obtido por meio de um processo caro. Por conta disso, tentamos baratear essa tecnologia e desenvolver novas rotas", disse Lima.
Apesar de estar voltado à cana-de-açúcar, o projeto poderá resultar em tecnologias para a obtenção de etanol a partir da celulose de outras espécies vegetais.
Com isso, estados brasileiros que estão longe das plantações de cana-de-açúcar poderão produzir seu etanol a partir de espécies vegetais de sua região e assim viabilizar o uso local do combustível. "Pretendemos desenvolver tecnologias que possam ser transferidas para outras biomassas de modo que o etanol se torne viável em todo o país", afirmou Lima.
O pesquisador aponta que a pesquisa básica que está sendo desenvolvida abrirá possibilidades nem sequer são imaginadas. "Mesmo que as descobertas não resultem em um processo industrial, elas ensinarão muito sobre o modo como uma molécula é quebrada", ressaltou.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=plasma-frio-etanol-segunda-geracao&id=010125101123&ebol=sim
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vendas globais de PCs frustram expectativas
As vendas globais de PCs cresceram menos do que o esperado no terceiro
trimestre deste ano (7,6% contra 12,7%), segundo a empresa de consultoria
Gartner. “O principal inibidor do crescimento no terceiro trimestre de
2010 foi o abrandamento na demanda de consumo de PCs nos Estados Unidos e
na Europa Ocidental. O terceiro trimestre é historicamente um período de
forte consumo, conduzido pelas vendas de volta às aulas”, disse Mikako
Kitagawa, analista do Gartner. Kitagawa destacou ainda que o emergente
mercado de tablets também influenciou nas vendas de computadores e
notebooks.
A HP lidera o mercado com 17,5%, seguida da Acer (13,1%), Dell (12,2%),
Lenovo (10,4%), ASUS (5,4%), Toshiba (5,3%) e outros (36,7%).
No terceiro trimestre 88.301.595 computadores foram vendidos mundialmente.
Mais informações: http://bit.ly/99pufJ
trimestre deste ano (7,6% contra 12,7%), segundo a empresa de consultoria
Gartner. “O principal inibidor do crescimento no terceiro trimestre de
2010 foi o abrandamento na demanda de consumo de PCs nos Estados Unidos e
na Europa Ocidental. O terceiro trimestre é historicamente um período de
forte consumo, conduzido pelas vendas de volta às aulas”, disse Mikako
Kitagawa, analista do Gartner. Kitagawa destacou ainda que o emergente
mercado de tablets também influenciou nas vendas de computadores e
notebooks.
A HP lidera o mercado com 17,5%, seguida da Acer (13,1%), Dell (12,2%),
Lenovo (10,4%), ASUS (5,4%), Toshiba (5,3%) e outros (36,7%).
No terceiro trimestre 88.301.595 computadores foram vendidos mundialmente.
Mais informações: http://bit.ly/99pufJ
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Inteligência artificial - Google testa os carros do futuro
Mundo perfeito: carros que não poderão ser usados como armas por motoristas estressados. Que tal? Parece coisa de projeção de futuro, mas se depender do Google tais veículos poderão ser realidade em breve. A empresa anunciou que está testando sete automóveis com inteligência artificial, capazes de se deslocar sem intervenção humana.
A frota da Google já teria desempenhado com sucesso reconhecer limites de velocidade, estacionamento, "consulta" a mapas e "dirigir" sem intervenção humana por 1.600 quilômetros. Os testes já percorreram 225.302 quilômetos das ruas da Califórnia, nos Estados Unidos - de Mountain View até Santa Monica, de lá até o Hollywood Boulevard. O trajeto é informado por GPS, mas um funcionário da Google vai sentado no banco do motorista, caso algum imprevisto aconteça. Outro pesquisador monitora o sistema de direção. Os carros ainda têm câmeras de vídeo, sensores de radar e medidores de laser para 'observar' o trânsito, além de mapas detalhados.
Teste -Ainda não acabou: se depender da Mitsubishi, os testes drives de veículos também poderão ser feitos via controle remoto, por meio da web. Por dez dias, em novembro, a montadora fará o Mitsubishi Live Drive, para promover o 2011 Outlander Sport. Usando uma combinação de controle remoto, softwares e hardware, norte-americanos maiores de 18 anos, que se inscreverem e forem selecionados, poderão guiar o Outlander Sport direto dos seus computadores. A equipe desenvolvedora - com engenheiros de robótica, especialistas em transmissões de TV e webdesigners - usou câmeras POV (com múltiplos pontos de vista), receptores eletrônicos e servidores para controlar a dinâmica do carro.
O texto saiu no Diário de Pernambuco, escrito por Raquel Lima. Veja:
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/14/carro5_0.asp
A frota da Google já teria desempenhado com sucesso reconhecer limites de velocidade, estacionamento, "consulta" a mapas e "dirigir" sem intervenção humana por 1.600 quilômetros. Os testes já percorreram 225.302 quilômetos das ruas da Califórnia, nos Estados Unidos - de Mountain View até Santa Monica, de lá até o Hollywood Boulevard. O trajeto é informado por GPS, mas um funcionário da Google vai sentado no banco do motorista, caso algum imprevisto aconteça. Outro pesquisador monitora o sistema de direção. Os carros ainda têm câmeras de vídeo, sensores de radar e medidores de laser para 'observar' o trânsito, além de mapas detalhados.
Teste -Ainda não acabou: se depender da Mitsubishi, os testes drives de veículos também poderão ser feitos via controle remoto, por meio da web. Por dez dias, em novembro, a montadora fará o Mitsubishi Live Drive, para promover o 2011 Outlander Sport. Usando uma combinação de controle remoto, softwares e hardware, norte-americanos maiores de 18 anos, que se inscreverem e forem selecionados, poderão guiar o Outlander Sport direto dos seus computadores. A equipe desenvolvedora - com engenheiros de robótica, especialistas em transmissões de TV e webdesigners - usou câmeras POV (com múltiplos pontos de vista), receptores eletrônicos e servidores para controlar a dinâmica do carro.
O texto saiu no Diário de Pernambuco, escrito por Raquel Lima. Veja:
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/14/carro5_0.asp
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Magnetoeletricidade: surge uma nova forma de controlar o magnetismo
Armazenamento de alta densidade
Uma equipe de cientistas da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, descobriu um material cujas propriedades magnéticas podem ser inteiramente controladas por um campo elétrico externo.
Se este efeito magnetoelétrico puder ser estendido para temperaturas mais próximas à temperatura ambiente, ele poderá ser permitir a manipulação de bits magnéticos minúsculos, viabilizando o armazenamento de dados de ultra-alta densidade.
A substituição dos componentes magnéticos por componentes elétricos pode potencialmente abrir caminho para o armazenamento de dados com uma densidade muito superior à dos discos atuais, que estão na casa dos terabytes.
Ao contrário dos dispositivos atuais, que funcionam com base na magnetorresistência gigante, que exigem campos magnéticos para manipular a resistência elétrica, os dispositivos magnetoelétricos poderiam ser controlados com cabeças de leitura e escrita menores e mais simples.
Magnetoeletricidade
Os pesquisadores descobriram o efeito ao estudar as propriedades magnéticas de um mineral chamado manganita, que é composto de magnésio, oxigênio, európio e ítrio.
A temperaturas criogênicas - entre 7 e 20 graus acima do zero absoluto - e sob campos magnéticos muito fortes, uma ligeira mudança no campo elétrico aplicado ao material provoca uma enorme mudança em suas propriedades magnéticas.
O efeito magnetoelétrico tem o potencial para levar a avanços tecnológicos comparáveis ao surgimento dos atuais discos rígidos, que se tornaram possíveis com a descoberta da magnetorresistência gigante, que valeu o Prêmio Nobel de Física de 2007 aos fundadores da spintrônica.
A descoberta do efeito magnetoelétrico é um avanço animador rumo à já teorizada magnetoeletricidade colossal. Contudo, para que suas promessas se tornem realidade, os cientistas precisarão antes demonstrar seu funcionamento sob temperaturas muito mais altas.
Bibliografia:
Cross-Control of Magnetization and Polarization by Electric and Magnetic Fields with Competing Multiferroic and Weak-Ferromagnetic Phases
Y. J. Choi, C. L. Zhang, N. Lee, S-W. Cheong
Physical Review Letters
Vol.: 105, 097201 (2010)
DOI: 10.1103/PhysRevLett.105.097201
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=magnetoeletricidade&id=010110100928&ebol=sim
Uma equipe de cientistas da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, descobriu um material cujas propriedades magnéticas podem ser inteiramente controladas por um campo elétrico externo.
Se este efeito magnetoelétrico puder ser estendido para temperaturas mais próximas à temperatura ambiente, ele poderá ser permitir a manipulação de bits magnéticos minúsculos, viabilizando o armazenamento de dados de ultra-alta densidade.
A substituição dos componentes magnéticos por componentes elétricos pode potencialmente abrir caminho para o armazenamento de dados com uma densidade muito superior à dos discos atuais, que estão na casa dos terabytes.
Ao contrário dos dispositivos atuais, que funcionam com base na magnetorresistência gigante, que exigem campos magnéticos para manipular a resistência elétrica, os dispositivos magnetoelétricos poderiam ser controlados com cabeças de leitura e escrita menores e mais simples.
Magnetoeletricidade
Os pesquisadores descobriram o efeito ao estudar as propriedades magnéticas de um mineral chamado manganita, que é composto de magnésio, oxigênio, európio e ítrio.
A temperaturas criogênicas - entre 7 e 20 graus acima do zero absoluto - e sob campos magnéticos muito fortes, uma ligeira mudança no campo elétrico aplicado ao material provoca uma enorme mudança em suas propriedades magnéticas.
O efeito magnetoelétrico tem o potencial para levar a avanços tecnológicos comparáveis ao surgimento dos atuais discos rígidos, que se tornaram possíveis com a descoberta da magnetorresistência gigante, que valeu o Prêmio Nobel de Física de 2007 aos fundadores da spintrônica.
A descoberta do efeito magnetoelétrico é um avanço animador rumo à já teorizada magnetoeletricidade colossal. Contudo, para que suas promessas se tornem realidade, os cientistas precisarão antes demonstrar seu funcionamento sob temperaturas muito mais altas.
Bibliografia:
Cross-Control of Magnetization and Polarization by Electric and Magnetic Fields with Competing Multiferroic and Weak-Ferromagnetic Phases
Y. J. Choi, C. L. Zhang, N. Lee, S-W. Cheong
Physical Review Letters
Vol.: 105, 097201 (2010)
DOI: 10.1103/PhysRevLett.105.097201
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=magnetoeletricidade&id=010110100928&ebol=sim
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Sua hora de entrar no mercado de trabalho chegou!!
MÍDIA
1. DM9DDB enviar e-mail para: trampo@dm9ddb.com.br
2. EDITORA ÁGUIA enviar e-mail para: cv@editoraguia.com.br
3. FOLHA DE SÃO PAULO enviar e-mail para: fspselecao@uol.com.br
4. FOLHA METRO enviar e-mail para: rh@folhametro.com.br
5. MTV enviar e-mail para: rh.mtv@mtvbrasil.com.br
6. SBT enviar e-mail para: culo@sbt.com.br
INDÚSTRIA
1. 7COMM enviar e-mail para: rh@7comm.com.br
2. AABB (CLUBE SOCIAL) enviar e-mail para: rh@aabb.esp.br
3. ALGAR enviar e-mail para: talentoshumanos@algar.com.br
4. APOLO enviar e-mail para: rh@tubosapolo.com.br
5. ARTEB enviar e-mail para: selecao@arteb.com.br
6. ARTHA enviar e-mail para: rh@arthabr.com
7. AZALÉIA enviar e-mail para: rh@azaleia.com.br
8. BASF enviar e-mail para: recursos.humanos@basf-sa.com.br
9. BOM BRIL enviar e-mail para: selecao@bombril.com.br
10. BOSCH enviar e-mail para: recruta.bosch.rbbr@br.bosch.com
11. BOUCINHAS enviar e-mail para: rhboucin@boucinhas.com.br
12. BRAHMA enviar e-mail para: gente@brahma.com.br
13. BRASILATA enviar e-mail para: brasilata@brasilata.com.br
14. CARAMURU ALIMENTOS enviar e-mail para: rh@caramuru.com
15. CARGILL enviar e-mail para: recrutamento_cargill@cargill.com
16. CCE enviar e-mail para: rh@cce.com.br
17. CIMENTO ITAÚ enviar e-mail para: talentos@cimentoitau.com.br
18. CERÂMICA SANTANA enviar para: rh@ceramicasantana.com.br
19. DELL enviar e-mail para: Brasil_HR@Dell.com
20. DOW enviar e-mail para: recrutamento@dow.com
21. EMBRACO enviar e-mail para: rhembraco@embraco.com.br
22. ESTRELA enviar e-mail para: dpessoal@estrela.ind.br
23. FORD enviar e-mail para: selecao@ford.com
24. GEMINI enviar e-mail para: rh@gemini.com.br
25. GERDAU enviar e-mail para: rh-sp@gerdau.com.br
26. GOODYEAR enviar e-mail para: recrutamento.amplant@goodyear.com
27. GRADIENTE enviar e-mail para: rh@gradiente.com.br
28. GRUPO ÁUREA enviar e-mail para: cv@grupoaurea.com.br
29. INTELBRAS enviar e-mail para: rh@intelbras.com.br
30. ITAMBÉ enviar e-mail para: rh@itambe.com.br
31. KLABIN enviar e-mail para: recrutamento@klabin.com.br
32. KOLUMBUS enviar e-mail para: rh-kb@kolumbus.com.br
33. LUPO enviar e-mail para: rh@lupo.com.br
34. MANAH enviar e-mail para: mercado@manah.com.br
35. MARCOPOLO enviar e-mail para: inovarh@inovarh.com.br
36. MOCOCA enviar e-mail para: rh@mococasa.com.br
37. MONSANTO enviar e-mail para: talentos.novos@monsanto.com
38. MOORE enviar e-mail para: selecao@moore.com.br
39. MOSANE enviar e-mail para: rh@mosane.com.br
40. OTIS enviar e-mail para: selecao@otis.com
41. PANAMCO enviar e-mail para: bancodecurriculos@panamco.com.br
42. PANCO enviar e-mail para: selfab@panco.com.br
43. PERDIGÃO enviar e-mail para: rhvda@perdigao.com.br
44. PROBEL enviar e-mail para: drh@probel.com.br
45. SABÓIA enviar e-mail para: selecao@saboia.com.br
46. SANTISTA TÊXTIL enviar e-mail para: selecao@santistatextil.com.br
47. SCANIA enviar e-mail para: curriculo.br@scania.com
48. SCHINCARIOL enviar e-mail para: rh@schincariol.com.br
49. SKOL enviar e-mail para: gente@skol.com.br
50. SONY enviar e-mail para: sonyrh@ssp.br.sony.com
51. SONY MUSIC enviar e-mail para: talentos@sonymusic.com.br
52. SPRINGER CARRIER enviar e-mail para: rh.springer@carrier.utc.com
53. TECIDOS ELIZABETH enviar e-mail para: selecao@elizabeth.com.br
54. TETRAPAK enviar e-mail para: recrutamento@tetrapak.com
55. VICUNHA enviar e-mail para: selecao@elizabeth.com.br
56. WICKBOLD enviar e-mail para: selecao@wickbold.com.br
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Recorde mundial: programa ordena um terabyte de dados em 60 segundos
Barreira do terabyte
Cientistas da computação da Universidade da Califórnia, em San Diego, quebraram a "barreira do terabyte", batendo um recorde mundial ao ordenar mais de um terabyte de dados (1.000 gigabytes ou 1.000.000 megabytes) em apenas 60 segundos.
Para se ter uma ideia, 100 terabytes de dados equivalem a cerca de 4.000 discos Blu-Ray, 21 mil DVDs ou 142.248 CDs.
A Internet criou muitos cenários onde a classificação de dados é crucial. Anúncios do Google relacionados ao assunto que você está pesquisando ou recomendações personalizadas de produtos em sites de compras, todos resultam de operações de ordenação de registros nas bases de dados que podem alcançar volumes na casa dos petabytes - um petabyte equivale a mil terabytes.
Isto sem contar a gestão das bases de dados internas das empresas, a mineração de dados ou as pesquisas de mercado.
Velocidade na classificação
Durante o 2010 Sort Benchmark, uma espécie de Copa do Mundo da classificação de dados, o grupo estabeleceu também um outro recorde mundial, este de velocidade, ao ordenar um trilhão de registros em 172 minutos.
A otimização apresentada nos algoritmos foi tamanha que o recorde de velocidade na classificação de dados foi batido usando apenas um quarto dos recursos computacionais usados pelo detentor do recorde anterior.
No Indy Minute Sort, os pesquisadores ordenaram 1,014 terabyte de dados em um minuto, quebrando a barreira do minuto para um terabyte pela primeira vez.
A equipe também cravou o recorde mundial no Gray Indy Sort, que mede a taxa de classificação por minuto para 100 terabytes de dados.
A categoria Indy é um tipo de competição no qual os sistemas são projetados em torno de parâmetros específicos determinados pelos organizadores.
Com os bons resultados alcançados, a equipe anunciou que o próximo passo será generalizar seus algoritmos, levando-os para a categoria Daytona - embora os resultados não sejam tão impressionantes, nesta categoria os sistemas estão preparados para uso no mundo real.
Computação extrema
Os resultados não são importantes apenas para a classificação de dados.
"Geralmente, a classificação é uma ótima maneira de medir o quão rápido você consegue ler um monte de dados de um conjunto de discos, fazer algum processamento básico sobre ele, fazê-lo circular por uma rede e gravá-lo em outro conjunto de discos," explicou Alex Rasmussen, coordenador da equipe duplamente recordista. "A classificação de dados impõe um bocado de estresse sobre o subsistema de entrada e saída, dos discos rígidos e do hardware de rede até o sistema operacional e os aplicativos."
Isso ocorre porque ordenar dados nesses volumes é bem mais complicado do que ordenar uma planilha eletrônica - dados na casa dos terabytes ou dos petabytes estão muito além da capacidade de memória dos computadores. O Indy Minute Sort, por exemplo, foi batido usando um sistema composto por 52 nós de rede, cada um com dois processadores quad-core de 24 gigabytes (GB) de memória e 16 discos de 500 GB.
Os dois novos recordes mundiais estão entre os 2.010 resultados divulgados recentemente no site gerido pelos cientistas voluntários da indústria e da academia que coordenam as competições. O endereço é http://sortbenchmark.org.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=recorde-mundial-classificacao-dados-terabyte&id=010150100810
Cientistas da computação da Universidade da Califórnia, em San Diego, quebraram a "barreira do terabyte", batendo um recorde mundial ao ordenar mais de um terabyte de dados (1.000 gigabytes ou 1.000.000 megabytes) em apenas 60 segundos.
Para se ter uma ideia, 100 terabytes de dados equivalem a cerca de 4.000 discos Blu-Ray, 21 mil DVDs ou 142.248 CDs.
A Internet criou muitos cenários onde a classificação de dados é crucial. Anúncios do Google relacionados ao assunto que você está pesquisando ou recomendações personalizadas de produtos em sites de compras, todos resultam de operações de ordenação de registros nas bases de dados que podem alcançar volumes na casa dos petabytes - um petabyte equivale a mil terabytes.
Isto sem contar a gestão das bases de dados internas das empresas, a mineração de dados ou as pesquisas de mercado.
Velocidade na classificação
Durante o 2010 Sort Benchmark, uma espécie de Copa do Mundo da classificação de dados, o grupo estabeleceu também um outro recorde mundial, este de velocidade, ao ordenar um trilhão de registros em 172 minutos.
A otimização apresentada nos algoritmos foi tamanha que o recorde de velocidade na classificação de dados foi batido usando apenas um quarto dos recursos computacionais usados pelo detentor do recorde anterior.
No Indy Minute Sort, os pesquisadores ordenaram 1,014 terabyte de dados em um minuto, quebrando a barreira do minuto para um terabyte pela primeira vez.
A equipe também cravou o recorde mundial no Gray Indy Sort, que mede a taxa de classificação por minuto para 100 terabytes de dados.
A categoria Indy é um tipo de competição no qual os sistemas são projetados em torno de parâmetros específicos determinados pelos organizadores.
Com os bons resultados alcançados, a equipe anunciou que o próximo passo será generalizar seus algoritmos, levando-os para a categoria Daytona - embora os resultados não sejam tão impressionantes, nesta categoria os sistemas estão preparados para uso no mundo real.
Computação extrema
Os resultados não são importantes apenas para a classificação de dados.
"Geralmente, a classificação é uma ótima maneira de medir o quão rápido você consegue ler um monte de dados de um conjunto de discos, fazer algum processamento básico sobre ele, fazê-lo circular por uma rede e gravá-lo em outro conjunto de discos," explicou Alex Rasmussen, coordenador da equipe duplamente recordista. "A classificação de dados impõe um bocado de estresse sobre o subsistema de entrada e saída, dos discos rígidos e do hardware de rede até o sistema operacional e os aplicativos."
Isso ocorre porque ordenar dados nesses volumes é bem mais complicado do que ordenar uma planilha eletrônica - dados na casa dos terabytes ou dos petabytes estão muito além da capacidade de memória dos computadores. O Indy Minute Sort, por exemplo, foi batido usando um sistema composto por 52 nós de rede, cada um com dois processadores quad-core de 24 gigabytes (GB) de memória e 16 discos de 500 GB.
Os dois novos recordes mundiais estão entre os 2.010 resultados divulgados recentemente no site gerido pelos cientistas voluntários da indústria e da academia que coordenam as competições. O endereço é http://sortbenchmark.org.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=recorde-mundial-classificacao-dados-terabyte&id=010150100810
terça-feira, 20 de julho de 2010
Cientistas criam pulmão eletrônico dentro de um chip
Pulmão em um chip
Um pulmão eletrônico acaba de ser desenvolvido por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O grupo criou um dispositivo que simula o funcionamento de um pulmão em um microchip.
Do tamanho de uma borracha escolar, o equipamento atua como se fosse um pulmão humano e é feito de partes do órgão e de vasos sanguíneos.
Por ser translúcido, o pulmão eletrônico oferece a oportunidade de estudar o funcionamento do órgão sem ter que invadir um organismo vivo.
Substituto dos animais de laboratório
Segundo os autores do estudo, o dispositivo tem potencial para se tornar uma ferramenta importante nos testes dos efeitos de toxinas presentes no ambiente ou de avaliar a eficácia e a segurança de novos medicamentos, eventualmente substituindo animais de laboratório.
"A capacidade do pulmão em um chip de estimar a absorção de nanopartículas presentes no ar ou de imitar a resposta inflamatória a patógenos demonstra que o conceito de órgãos em chips poderá substituir estudos com animais no futuro", disse Donald Ingber, fundador do Instituto Wyss, em Harvard, e um dos autores da pesquisa.
Segundo Ingber, os microssistemas a partir de tecidos produzidos até o momento são limitados mecânica ou biologicamente. "Não conseguimos entender realmente como a biologia funciona, a menos que nos coloquemos no contexto físico de células, tecidos e órgãos vivos", disse Ingber.
Funcionamento do pulmão eletrônico
Na respiração humana, o ar entra nos pulmões, preenche os microscópicos alvéolos (localizados nos finais dos bronquíolos) e transfere oxigênio por meio de uma membrana fina e permeável de células até a corrente sanguínea.
É essa membrana - formada por camadas de células pulmonares, matriz extracelular permeável e capilares - que faz o trabalho pesado do sistema respiratório. É também essa interface entre pulmão e sistema circulatório que reconhece invasores inalados, como bactérias ou toxinas, e ativa a resposta imunológica.
O pulmão eletrônico parte de uma nova abordagem na engenharia de tecidos ao inserir duas camadas de tecidos vivos - a fileira de alvéolos e os vasos sanguíneos em sua volta - em uma estrutura porosa e flexível.
O pulmão eletrônico parte de uma nova abordagem na engenharia de tecidos ao inserir duas camadas de tecidos vivos - a fileira de alvéolos e os vasos sanguíneos em sua volta - em uma estrutura porosa e flexível. [Imagem: Kristin Johnson et al.]
O dispositivo consiste de uma membrana de silicone, porosa e flexível, coberta por células epiteliais de um lado e de células endoteliais do outro. Microcanais em torno da membrana permitem que o ar se desloque por ela. Ao aplicar um vácuo no dispositivo, a membrana se expande de modo semelhante ao que ocorre no tecido pulmonar real.
"Partimos do funcionamento da respiração humana, pela criação de um vácuo quando nosso pulmão se expande, que puxa o ar para os pulmões e faz com que as paredes dos sacos pulmonares se estiquem. O sistema de microengenharia que desenhamos usa os princípios básicos da natureza", disse Dan Huh, outro autor do estudo.
Riscos das nanopartículas
Para determinar a eficiência do dispositivo, os pesquisadores testaram sua resposta ao inalar bactérias vivas (E. coli). Eles introduziram microrganismos no canal de ar do lado do pulmão no dispositivo e, ao mesmo tempo, aplicaram leucócitos pelo canal no lado dos vasos sanguíneos.
Como resultado, no dispositivo ocorreu uma resposta imunológica que fez com que os leucócitos se deslocassem pelo canal de ar e destruíssem as bactérias.
A equipe prosseguiu nos testes com "experimentos do mundo real", segundo Huh, introduzindo vários tipos de nanopartículas no saco pulmonar do pulmão eletrônico. Algumas dessas partículas estão presentes em produtos comerciais, outras são encontrados no ar e na água poluída.
Vários tipos dessas nanopartículas entraram nas células do pulmão, levando as células a produzir mais radicais livres e induzindo a inflamação. Muitas das partículas atravessaram o pulmão eletrônico e atingiram o canal arterial.
Bibliografia:
Reconstituting Organ-Level Lung Functions on a Chip
Dongeun Huh, Benjamin D. Matthews, Akiko Mammoto, Martín Montoya-Zavala, Hong Yuan Hsin, Donald E. Ingber
Science
25 June 2010
Vol.: 328. no. 5986, pp. 1662 - 1668
DOI: 10.1126/science.1188302
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=pulmao-eletronico-chip&id=010110100625
Um pulmão eletrônico acaba de ser desenvolvido por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O grupo criou um dispositivo que simula o funcionamento de um pulmão em um microchip.
Do tamanho de uma borracha escolar, o equipamento atua como se fosse um pulmão humano e é feito de partes do órgão e de vasos sanguíneos.
Por ser translúcido, o pulmão eletrônico oferece a oportunidade de estudar o funcionamento do órgão sem ter que invadir um organismo vivo.
Substituto dos animais de laboratório
Segundo os autores do estudo, o dispositivo tem potencial para se tornar uma ferramenta importante nos testes dos efeitos de toxinas presentes no ambiente ou de avaliar a eficácia e a segurança de novos medicamentos, eventualmente substituindo animais de laboratório.
"A capacidade do pulmão em um chip de estimar a absorção de nanopartículas presentes no ar ou de imitar a resposta inflamatória a patógenos demonstra que o conceito de órgãos em chips poderá substituir estudos com animais no futuro", disse Donald Ingber, fundador do Instituto Wyss, em Harvard, e um dos autores da pesquisa.
Segundo Ingber, os microssistemas a partir de tecidos produzidos até o momento são limitados mecânica ou biologicamente. "Não conseguimos entender realmente como a biologia funciona, a menos que nos coloquemos no contexto físico de células, tecidos e órgãos vivos", disse Ingber.
Funcionamento do pulmão eletrônico
Na respiração humana, o ar entra nos pulmões, preenche os microscópicos alvéolos (localizados nos finais dos bronquíolos) e transfere oxigênio por meio de uma membrana fina e permeável de células até a corrente sanguínea.
É essa membrana - formada por camadas de células pulmonares, matriz extracelular permeável e capilares - que faz o trabalho pesado do sistema respiratório. É também essa interface entre pulmão e sistema circulatório que reconhece invasores inalados, como bactérias ou toxinas, e ativa a resposta imunológica.
O pulmão eletrônico parte de uma nova abordagem na engenharia de tecidos ao inserir duas camadas de tecidos vivos - a fileira de alvéolos e os vasos sanguíneos em sua volta - em uma estrutura porosa e flexível.
O pulmão eletrônico parte de uma nova abordagem na engenharia de tecidos ao inserir duas camadas de tecidos vivos - a fileira de alvéolos e os vasos sanguíneos em sua volta - em uma estrutura porosa e flexível. [Imagem: Kristin Johnson et al.]
O dispositivo consiste de uma membrana de silicone, porosa e flexível, coberta por células epiteliais de um lado e de células endoteliais do outro. Microcanais em torno da membrana permitem que o ar se desloque por ela. Ao aplicar um vácuo no dispositivo, a membrana se expande de modo semelhante ao que ocorre no tecido pulmonar real.
"Partimos do funcionamento da respiração humana, pela criação de um vácuo quando nosso pulmão se expande, que puxa o ar para os pulmões e faz com que as paredes dos sacos pulmonares se estiquem. O sistema de microengenharia que desenhamos usa os princípios básicos da natureza", disse Dan Huh, outro autor do estudo.
Riscos das nanopartículas
Para determinar a eficiência do dispositivo, os pesquisadores testaram sua resposta ao inalar bactérias vivas (E. coli). Eles introduziram microrganismos no canal de ar do lado do pulmão no dispositivo e, ao mesmo tempo, aplicaram leucócitos pelo canal no lado dos vasos sanguíneos.
Como resultado, no dispositivo ocorreu uma resposta imunológica que fez com que os leucócitos se deslocassem pelo canal de ar e destruíssem as bactérias.
A equipe prosseguiu nos testes com "experimentos do mundo real", segundo Huh, introduzindo vários tipos de nanopartículas no saco pulmonar do pulmão eletrônico. Algumas dessas partículas estão presentes em produtos comerciais, outras são encontrados no ar e na água poluída.
Vários tipos dessas nanopartículas entraram nas células do pulmão, levando as células a produzir mais radicais livres e induzindo a inflamação. Muitas das partículas atravessaram o pulmão eletrônico e atingiram o canal arterial.
Bibliografia:
Reconstituting Organ-Level Lung Functions on a Chip
Dongeun Huh, Benjamin D. Matthews, Akiko Mammoto, Martín Montoya-Zavala, Hong Yuan Hsin, Donald E. Ingber
Science
25 June 2010
Vol.: 328. no. 5986, pp. 1662 - 1668
DOI: 10.1126/science.1188302
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=pulmao-eletronico-chip&id=010110100625
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