BANCOS
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6. BANCO REAL enviar e-mail para: recrutamento@real.com.br
7. BANCO SANTANDER enviar para: curriculum@santander.com.br
8. BANCO SOGERAL enviar e-mail para: sgbrasc@uol.com.br
9. BECTONDICKINSON enviar e-mail para: recrutamento@bd.com.br
10. CITI CORP enviar e-mail para: rh.selecao@citicorp.com
HOTELARIA
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2. HOTEL BLUE TREE enviar e-mail para: rh@bluetree.com.br
3. HOTEL CABREUVA enviar para: diretoria@hotelcabreuva.com.br
4. HOTEL TRANSAMERICA enviar: candidato@transamerica.com.br
MÍDIA
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2. EDITORA ÁGUIA enviar e-mail para: cv@editoraguia.com.br
3. FOLHA DE SÃO PAULO enviar e-mail para: fspselecao@uol.com.br
4. FOLHA METRO enviar e-mail para: rh@folhametro.com.br
5. MTV enviar e-mail para: rh.mtv@mtvbrasil.com.br
6. SBT enviar e-mail para: culo@sbt.com.br
INDÚSTRIA
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3. ALGAR enviar e-mail para: talentoshumanos@algar.com.br
4. APOLO enviar e-mail para: rh@tubosapolo.com.br
5. ARTEB enviar e-mail para: selecao@arteb.com.br
6. ARTHA enviar e-mail para: rh@arthabr.com
7. AZALÉIA enviar e-mail para: rh@azaleia.com.br
8. BASF enviar e-mail para: recursos.humanos@basf-sa.com.br
9. BOM BRIL enviar e-mail para: selecao@bombril.com.br
10. BOSCH enviar e-mail para: recruta.bosch.rbbr@br.bosch.com
11. BOUCINHAS enviar e-mail para: rhboucin@boucinhas.com.br
12. BRAHMA enviar e-mail para: gente@brahma.com.br
13. BRASILATA enviar e-mail para: brasilata@brasilata.com.br
14. CARAMURU ALIMENTOS enviar e-mail para: rh@caramuru.com
15. CARGILL enviar e-mail para: recrutamento_cargill@cargill.com
16. CCE enviar e-mail para: rh@cce.com.br
17. CIMENTO ITAÚ enviar e-mail para: talentos@cimentoitau.com.br
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19. DELL enviar e-mail para: Brasil_HR@Dell.com
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54. TETRAPAK enviar e-mail para: recrutamento@tetrapak.com
55. VICUNHA enviar e-mail para: selecao@elizabeth.com.br
56. WICKBOLD enviar e-mail para: selecao@wickbold.com.br
SERVIÇOS
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2. ATACADÃO enviar e-mail para: rh@atacadao.com.br
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8. DROGARAIA enviar e-mail para: drh@drogaraia.com.br
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10. FLY GT enviar e-mail para: rh@flygt.com.br
11. FNAC enviar e-mail para: recursos_humanos@fnac.com.br
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13. KPMG enviar e-mail para: rhkpmg@kpmg.com.br
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15. LOJAS ARNO enviar e-mail para: rh@lojasarno.com.br
LOJAS
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5. MKS CONSULTORIA enviar e-ma il para: mksrh@originet.com.br
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7. ODEBRECHT enviar e-mail para: adm.pessoal@odb.com.br
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10. ORBITALL enviar e-mail para: recrutamento.rh@orbitall.com.br
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21. VERA CRUZ enviar e-mail para: curriculos@veracruz.com.br
TELECOMUNICAÇÕES
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TRANSPORTES
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terça-feira, 8 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Novos emails que abrirão as portas para o seu acesso ao MERCADO DE TRABALHO!!
AUXILIAR CARTEIRA FISCAL
03 anos de experiência
Enviar currículo para: milson@emecinco.com.br
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AUXILIAR DE ESCRITÓRIO
Conhecimento financeiro, nota fiscal, internet
CV para: mecbras@uol.com.br
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
CONSULTOR COMERCIAL
Com graduação em administração, veículo próprio
Ganhos aproximadamente R$: 3.000
CV para: vagas101@conquest.com.br
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
DESIGNER – GRADUAÇÃO EM DESENHO INDUSTRIAL
Salário: 1.500,00 + VR + VT
Enviar currículo para: consenso@veloxmail.com.br
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
DISTRIBUIDORA DE FRALDAS, PERFUMES E UTILIDADES
Precisa-se de VENDEDOR EXTERNO.
Oferecemos: salário+ ajuda de custo +comissão+registro em carteira
F: 3343-9441 e-mail: luarterecife@bol.com.br
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Emprega-se Agente de turismo
Com experiência comprovada. Contato: 83-3219-8000/9154-2040
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
ELETROTÉCNICO- empresa com 12 anos no mercado
Seleciona profissionais com curso de eletrotécnica
currículos: wmachineselecao@hotmail.com
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EMPRESA NO RAMO HOSPITALAR
Contrata profissional formado na área de técnico em eletrônica
Com experiência mínima de 6 meses
Enviar currículo para: t_eletronica@yahoo.com.br
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LOJA NO RAMO DE MÓVEIS
Contrata vendedores de móveis de decoração, montadores de móveis e projetista.
Enviar currículo para: vagasloja@yahoo.com.br
------------------------------------------------------------------------------------------
ESTOQUISTA – experiência na função para empresa de material cirúrgico
R$: 700,00 – F: 3445-1588
Enviar e-mail para: consenso@veloxmail.com.br
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ONG SELECIONA PEDAGOGO (A)
Para trabalhar na promoção e defesa dos direitos da criança e adolescentes
Currículos através do e-mail: ascsrecife.pe@aldeaisinfantis.org.br
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PRECISA-SE DE RECEPCIONISTA URGENTE:
F: 34455-1052
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
PRECISA-SE DE FATURISTA que resida próximo a caxangá
enviar currículo e-mail: paoemel@gmail.com
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
PRECISA-SE DE VENDEDOR (ambos os sexos) para mercado publicitário – é necessário conhecimentos de informática: fone: 3421-4428
Marcar hora- procurar Walter
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RADIOFACE
Seleciona recepcionista de clinica médica com experiência, habilidade em digitação.
Deixar currículos no endereço: Avenida Agamenon Magalhães, 3730 – Derby
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Secretária – Domínio oficce + corel
CV com pretensão salarial para: marketing_e_vendas@yahoo.com.br
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TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES
Para treinamento remunerado conhecimento em AUTOCAD
Enviar CV para wander.garrido@hotmail.com
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TÉCNICO EM INFORMÁTICA
Com veículo próprio
E-mail para: vagas03@conquest.com.br
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TELEMARKETING ATIVO - Para Provedor e internet
Interessados enviar currículos para: rhtelerecife@uol.com.br
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VENDEDOR (A) PROMOTORAS DE VENDAS
sem experiência (1º emprego)
Currículos para: marcelo.gestaorh@hotmail.com
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
CSU Unidade Recife Avenida Conde da Boa Vista, 150 - Bairro Boa Vista - CEP 50060-004
Telefone: (55 81) 2125-8107
----------------------------------------------------------------------------------------------------
MUSASHI:
alcino@musashi.com.br
robertacesar@musashi.com.br
terezatorres@musashi.com.br
03 anos de experiência
Enviar currículo para: milson@emecinco.com.br
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AUXILIAR DE ESCRITÓRIO
Conhecimento financeiro, nota fiscal, internet
CV para: mecbras@uol.com.br
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CONSULTOR COMERCIAL
Com graduação em administração, veículo próprio
Ganhos aproximadamente R$: 3.000
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DESIGNER – GRADUAÇÃO EM DESENHO INDUSTRIAL
Salário: 1.500,00 + VR + VT
Enviar currículo para: consenso@veloxmail.com.br
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DISTRIBUIDORA DE FRALDAS, PERFUMES E UTILIDADES
Precisa-se de VENDEDOR EXTERNO.
Oferecemos: salário+ ajuda de custo +comissão+registro em carteira
F: 3343-9441 e-mail: luarterecife@bol.com.br
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Emprega-se Agente de turismo
Com experiência comprovada. Contato: 83-3219-8000/9154-2040
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ELETROTÉCNICO- empresa com 12 anos no mercado
Seleciona profissionais com curso de eletrotécnica
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EMPRESA NO RAMO HOSPITALAR
Contrata profissional formado na área de técnico em eletrônica
Com experiência mínima de 6 meses
Enviar currículo para: t_eletronica@yahoo.com.br
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LOJA NO RAMO DE MÓVEIS
Contrata vendedores de móveis de decoração, montadores de móveis e projetista.
Enviar currículo para: vagasloja@yahoo.com.br
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ESTOQUISTA – experiência na função para empresa de material cirúrgico
R$: 700,00 – F: 3445-1588
Enviar e-mail para: consenso@veloxmail.com.br
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ONG SELECIONA PEDAGOGO (A)
Para trabalhar na promoção e defesa dos direitos da criança e adolescentes
Currículos através do e-mail: ascsrecife.pe@aldeaisinfantis.org.br
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RADIOFACE
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Deixar currículos no endereço: Avenida Agamenon Magalhães, 3730 – Derby
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CV com pretensão salarial para: marketing_e_vendas@yahoo.com.br
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TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES
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TÉCNICO EM INFORMÁTICA
Com veículo próprio
E-mail para: vagas03@conquest.com.br
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Interessados enviar currículos para: rhtelerecife@uol.com.br
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VENDEDOR (A) PROMOTORAS DE VENDAS
sem experiência (1º emprego)
Currículos para: marcelo.gestaorh@hotmail.com
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Telefone: (55 81) 2125-8107
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MUSASHI:
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robertacesar@musashi.com.br
terezatorres@musashi.com.br
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Máquinas do tempo do futuro podem ser detectadas hoje!!
Paradoxo do avô
As viagens no tempo não são descartadas pela relatividade geral, embora possam criar problemas para as leis do senso comum.
Agora, uma equipe de físicos está propondo um novo modo de verificar a possibilidade ou a impossibilidade de estados quânticos que viajam para a frente e para trás no tempo.
O novo critério automaticamente desautoriza versões quânticas do "paradoxo do avô", segundo o qual uma pessoa viaja de volta no tempo e mata seu antecessor, garantindo assim a sua própria morte.
A equipe também realizou um experimento que ilustra o mecanismo de anulamento desse paradoxo.
Loops temporais
A relatividade geral, a teoria de Einstein do espaço e do tempo, permite a existência de loops temporais, as chamadas curvas temporais fechadas (CTCs na sigla em inglês: closed timelike curve) - rotas que avançam no tempo e, em seguida, voltam novamente para reconectar-se e formar circuitos fechados, também conhecidas como linhas lorentzianas do tempo.
Embora ainda não esteja claro se as CTCs podem ser criadas, os físicos têm explorado suas possíveis consequências, incluindo a sua influência na mecânica quântica.
Um evento quântico comum pode envolver duas partículas que se movem para frente no tempo, alterando-se mutuamente ao interagir em algum momento e, então, seguem caminhos separados rumo ao futuro.
No entanto, se uma das partículas, seguindo seu próprio futuro, entrar em uma CTC, ela pode voltar e reassumir sua posição como uma das partículas anteriores à interação - influenciando assim a sua própria transformação.
Estados quânticos
Em 1991, o físico David Deutsch, da Universidade de Oxford, propôs uma condição de consistência para evitar paradoxos nas viagens no tempo: uma partícula que volta no tempo desta forma, ao reaparecer no passado imediato à interação, deverá estar no mesmo estado quântico que estava quando partiu da interação para o futuro.
Para ver como essa condição funciona, imagine uma partícula quântica tendo estados chamados 0 e 1. Ela viaja em uma CTC e, em seu retorno, interage com uma partícula "externa" de tal forma que o 0 se torna 1 e o 1 se torna 0.
Tal partícula apresenta o paradoxo quântico do avô: quando ela volta pelo circuito, ela altera seu antigo "self" para o estado oposto.
No entanto, Deutsch mostrou que é possível alcançar a consistência se a partícula estiver em uma superposição- um estado que tem simultaneamente os dois valores, 0 e 1.
A interação altera o 0 em 1, mas o estado geral mantém-se inalterado. Para que isso funcione, a partícula externa também deve estar em uma superposição.
Universos paralelos
O paradoxo é evitado, mas o problema reaparece se a partícula externa for medida.
Nesse momento ela não poderá continuar em seu estado de superposição, devendo tornar-se definitivamente 0 ou 1 - o que significa que a partícula na CTC também não poderá permanecer em uma superposição.
Para preservar a coerência, Deutsch argumentou que a partícula CTC deve existir em dois universos paralelos - um "universo 0" e um "universo 1" - e continuamente alternar entre esses dois universos, de modo que nenhuma contradição ocorra em qualquer um deles.
Lorenzo Maccone e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, e da Universidade de Pavia, na Itália, propõem uma condição mais rigorosa que evita essas dificuldades.
A equipe descobriu que somente os fótons que não geram os paradoxos passaram incólumes pelo experimento. Impossibilidade de alterar o passado
Eles exigem que qualquer medição da partícula que está indo para o futuro produza o mesmo resultado gerado em sua medição quando ela retornar do passado.
Assim, não se permite qualquer estado que possa alterar o passado quando ela voltar no tempo, impedindo o surgimento do paradoxo do avô.
Talvez de forma surpreendentemente, Maccone afirma que "nós ainda podemos ter CTCs mesmo com essa condição forte."
De antemão, somente podem existir estados que evitem os paradoxos após a interação - por isso a equipe chama sua condição de "pós-seleção."
Simulação da viagem no tempo
Para demonstrar essas ideias, a equipe realizou um experimento com fótons, mostrando que a condição de consistência de fato escolhe estados específicos e destrói todos os demais.
Por falta de uma CTC real para realizar a pós-seleção, a equipe criou fótons em um estado quântico específico para a entrada, um estado onde a polarização não era conhecida e nem medida, mas tinha uma correlação com outra propriedade, associada com a trajetória do fóton.
Conforme o fóton atravessava o experimento, ele passou por mudanças que imitam a alternância de 0 para 1 que ocorre no imaginado arranjo da viagem no tempo.
A equipe descobriu que somente os fótons que não geram os paradoxos passaram incólumes pelo experimento.
Embora o resultado esteja de acordo com o esperado, ninguém havia simulado a viagem no tempo desta forma antes.
Detecção de futuras máquinas do tempo
Uma consequência estranha da pós-seleção é que, como a presença de um CTC anula completamente os estados paradoxais, ela pode impedir alguns estados que hoje parecem inócuos, mas que podem ter consequências inaceitáveis no futuro.
"Em princípio, pode-se detectar a existência futura de máquinas do tempo procurando-se por desvios atuais nas previsões da mecânica quântica," afirma Todd Brun, da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles.
Embora, segundo ele, seja difícil saber de antemão o que exatamente se deve medir em busca de tais desvios.
Viagem no tempo derrota a Mecânica Quântica
Bibliografia:
Closed Timelike Curves via Postselection: Theory and Experimental Test of Consistency
Seth Lloyd, Lorenzo Maccone, Raul Garcia-Patron, Vittorio Giovannetti, Yutaka Shikano, Stefano Pirandola, Lee A. Rozema, Ardavan Darabi, Yasaman Soudagar, Lynden K. Shalm, Aephraim M. Steinberg
Physical Review Letters
28 January 2011
Vol.: 106, 040403
DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.040403
Quantum mechanics near closed timelike lines
David Deutsch
Physical Review D
15 November 1991
Vol.: 44, 3197-3217 (1991)
DOI: 10.1103/PhysRevD.44.3197
As viagens no tempo não são descartadas pela relatividade geral, embora possam criar problemas para as leis do senso comum.
Agora, uma equipe de físicos está propondo um novo modo de verificar a possibilidade ou a impossibilidade de estados quânticos que viajam para a frente e para trás no tempo.
O novo critério automaticamente desautoriza versões quânticas do "paradoxo do avô", segundo o qual uma pessoa viaja de volta no tempo e mata seu antecessor, garantindo assim a sua própria morte.
A equipe também realizou um experimento que ilustra o mecanismo de anulamento desse paradoxo.
Loops temporais
A relatividade geral, a teoria de Einstein do espaço e do tempo, permite a existência de loops temporais, as chamadas curvas temporais fechadas (CTCs na sigla em inglês: closed timelike curve) - rotas que avançam no tempo e, em seguida, voltam novamente para reconectar-se e formar circuitos fechados, também conhecidas como linhas lorentzianas do tempo.
Embora ainda não esteja claro se as CTCs podem ser criadas, os físicos têm explorado suas possíveis consequências, incluindo a sua influência na mecânica quântica.
Um evento quântico comum pode envolver duas partículas que se movem para frente no tempo, alterando-se mutuamente ao interagir em algum momento e, então, seguem caminhos separados rumo ao futuro.
No entanto, se uma das partículas, seguindo seu próprio futuro, entrar em uma CTC, ela pode voltar e reassumir sua posição como uma das partículas anteriores à interação - influenciando assim a sua própria transformação.
Estados quânticos
Em 1991, o físico David Deutsch, da Universidade de Oxford, propôs uma condição de consistência para evitar paradoxos nas viagens no tempo: uma partícula que volta no tempo desta forma, ao reaparecer no passado imediato à interação, deverá estar no mesmo estado quântico que estava quando partiu da interação para o futuro.
Para ver como essa condição funciona, imagine uma partícula quântica tendo estados chamados 0 e 1. Ela viaja em uma CTC e, em seu retorno, interage com uma partícula "externa" de tal forma que o 0 se torna 1 e o 1 se torna 0.
Tal partícula apresenta o paradoxo quântico do avô: quando ela volta pelo circuito, ela altera seu antigo "self" para o estado oposto.
No entanto, Deutsch mostrou que é possível alcançar a consistência se a partícula estiver em uma superposição- um estado que tem simultaneamente os dois valores, 0 e 1.
A interação altera o 0 em 1, mas o estado geral mantém-se inalterado. Para que isso funcione, a partícula externa também deve estar em uma superposição.
Universos paralelos
O paradoxo é evitado, mas o problema reaparece se a partícula externa for medida.
Nesse momento ela não poderá continuar em seu estado de superposição, devendo tornar-se definitivamente 0 ou 1 - o que significa que a partícula na CTC também não poderá permanecer em uma superposição.
Para preservar a coerência, Deutsch argumentou que a partícula CTC deve existir em dois universos paralelos - um "universo 0" e um "universo 1" - e continuamente alternar entre esses dois universos, de modo que nenhuma contradição ocorra em qualquer um deles.
Lorenzo Maccone e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, e da Universidade de Pavia, na Itália, propõem uma condição mais rigorosa que evita essas dificuldades.
A equipe descobriu que somente os fótons que não geram os paradoxos passaram incólumes pelo experimento. Impossibilidade de alterar o passado
Eles exigem que qualquer medição da partícula que está indo para o futuro produza o mesmo resultado gerado em sua medição quando ela retornar do passado.
Assim, não se permite qualquer estado que possa alterar o passado quando ela voltar no tempo, impedindo o surgimento do paradoxo do avô.
Talvez de forma surpreendentemente, Maccone afirma que "nós ainda podemos ter CTCs mesmo com essa condição forte."
De antemão, somente podem existir estados que evitem os paradoxos após a interação - por isso a equipe chama sua condição de "pós-seleção."
Simulação da viagem no tempo
Para demonstrar essas ideias, a equipe realizou um experimento com fótons, mostrando que a condição de consistência de fato escolhe estados específicos e destrói todos os demais.
Por falta de uma CTC real para realizar a pós-seleção, a equipe criou fótons em um estado quântico específico para a entrada, um estado onde a polarização não era conhecida e nem medida, mas tinha uma correlação com outra propriedade, associada com a trajetória do fóton.
Conforme o fóton atravessava o experimento, ele passou por mudanças que imitam a alternância de 0 para 1 que ocorre no imaginado arranjo da viagem no tempo.
A equipe descobriu que somente os fótons que não geram os paradoxos passaram incólumes pelo experimento.
Embora o resultado esteja de acordo com o esperado, ninguém havia simulado a viagem no tempo desta forma antes.
Detecção de futuras máquinas do tempo
Uma consequência estranha da pós-seleção é que, como a presença de um CTC anula completamente os estados paradoxais, ela pode impedir alguns estados que hoje parecem inócuos, mas que podem ter consequências inaceitáveis no futuro.
"Em princípio, pode-se detectar a existência futura de máquinas do tempo procurando-se por desvios atuais nas previsões da mecânica quântica," afirma Todd Brun, da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles.
Embora, segundo ele, seja difícil saber de antemão o que exatamente se deve medir em busca de tais desvios.
Viagem no tempo derrota a Mecânica Quântica
Bibliografia:
Closed Timelike Curves via Postselection: Theory and Experimental Test of Consistency
Seth Lloyd, Lorenzo Maccone, Raul Garcia-Patron, Vittorio Giovannetti, Yutaka Shikano, Stefano Pirandola, Lee A. Rozema, Ardavan Darabi, Yasaman Soudagar, Lynden K. Shalm, Aephraim M. Steinberg
Physical Review Letters
28 January 2011
Vol.: 106, 040403
DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.040403
Quantum mechanics near closed timelike lines
David Deutsch
Physical Review D
15 November 1991
Vol.: 44, 3197-3217 (1991)
DOI: 10.1103/PhysRevD.44.3197
Óculos eletrônicos usam lente de cristal líquido!!
A revolução dos óculos
Em 2009, um pesquisador da Universidade de Oxford, na Inglaterra, apresentou uma espécie de óculos universal.A ideia de nunca mais precisar trocar as lentes é tentadora. Mas o protótipo é esquisito, para dizer o mínimo, e exige nada menos do que uma seringa para que o grau seja ajustado.
A ideia do Dr. Ronald Blum parece estar mais alinhada com o estado da arte da tecnologia. Mas que ninguém se engane: a ideia está sendo desenvolvida há 12 anos, segundo ele.
Finalmente, o oftalmologista empresário está colocando no mercado os seus óculos eletrônicos, batizados de emPower.
Óculos eletrônicos
O objetivo dos óculos eletrônicos é um pouco menos ambicioso do que o dos óculos universais alimentados a seringa d'água: eles visam substituir os óculos bifocais ou multifocais.
O efeito é o mesmo, com a diferença de que a pessoa pode ligar e desligar a porção da lente ajustada para a visão de perto, deixando todo o campo de visão livre quando se quer olhar para longe.
As lentes são fabricadas com uma camada interna de cristal líquido, o mesmo material usado nas telas de computadores e TVs. Essa camada está restrita à área onde normalmente fica a lente para visão de perto.
O cristal líquido é controlado por um circuito eletrônico miniaturizado, inserido dentro da armação dos óculos. Na superfície da armação, um sensor de toque funciona como chave liga-desliga do cristal líquido.
No modo automático, acelerômetros detectam quando a pessoa inclina a cabeça, ajustando automaticamente o foco para visão de perto. [Imagem: PixelOptics]Quando o usuário quer ler ou enxergar algo muito próximo, ele toca na lateral dos óculos e o circuito eletrônico envia uma corrente elétrica que muda a orientação das moléculas de cristal líquido.
Esse ajuste do cristal líquido muda a forma como a lente refrata a luz - exatamente o mesmo que se faz ao variar a espessura das lentes comuns para dar-lhes o seu grau.
Óculos automáticos
Mas tudo isso pode ser feito automaticamente. Como um bom equipamento eletrônico de última geração, o emPower possui acelerômetros que detectam quando a pessoa inclina a cabeça, ajustando automaticamente o foco para visão de perto.
As lentes eletrônicas serão fabricadas pela Panasonic, e os óculos eletrônicos serão vendidos pela empresa do Dr. Blum, a PixelOptics.
Os preços deverão variar entre US$1.000 e US$1.200, segundo a empresa, para o conjunto completo, incluindo o carregador das baterias internas dos óculos - cada carga, garante Blum, dura de dois a três dias, dependendo do uso.
Segundo a empresa, não há previsão de venda dos óculos eletrônicos no Brasil.
Em 2009, um pesquisador da Universidade de Oxford, na Inglaterra, apresentou uma espécie de óculos universal.A ideia de nunca mais precisar trocar as lentes é tentadora. Mas o protótipo é esquisito, para dizer o mínimo, e exige nada menos do que uma seringa para que o grau seja ajustado.
A ideia do Dr. Ronald Blum parece estar mais alinhada com o estado da arte da tecnologia. Mas que ninguém se engane: a ideia está sendo desenvolvida há 12 anos, segundo ele.
Finalmente, o oftalmologista empresário está colocando no mercado os seus óculos eletrônicos, batizados de emPower.
Óculos eletrônicos
O objetivo dos óculos eletrônicos é um pouco menos ambicioso do que o dos óculos universais alimentados a seringa d'água: eles visam substituir os óculos bifocais ou multifocais.
O efeito é o mesmo, com a diferença de que a pessoa pode ligar e desligar a porção da lente ajustada para a visão de perto, deixando todo o campo de visão livre quando se quer olhar para longe.
As lentes são fabricadas com uma camada interna de cristal líquido, o mesmo material usado nas telas de computadores e TVs. Essa camada está restrita à área onde normalmente fica a lente para visão de perto.
O cristal líquido é controlado por um circuito eletrônico miniaturizado, inserido dentro da armação dos óculos. Na superfície da armação, um sensor de toque funciona como chave liga-desliga do cristal líquido.
No modo automático, acelerômetros detectam quando a pessoa inclina a cabeça, ajustando automaticamente o foco para visão de perto. [Imagem: PixelOptics]Quando o usuário quer ler ou enxergar algo muito próximo, ele toca na lateral dos óculos e o circuito eletrônico envia uma corrente elétrica que muda a orientação das moléculas de cristal líquido.
Esse ajuste do cristal líquido muda a forma como a lente refrata a luz - exatamente o mesmo que se faz ao variar a espessura das lentes comuns para dar-lhes o seu grau.
Óculos automáticos
Mas tudo isso pode ser feito automaticamente. Como um bom equipamento eletrônico de última geração, o emPower possui acelerômetros que detectam quando a pessoa inclina a cabeça, ajustando automaticamente o foco para visão de perto.
As lentes eletrônicas serão fabricadas pela Panasonic, e os óculos eletrônicos serão vendidos pela empresa do Dr. Blum, a PixelOptics.
Os preços deverão variar entre US$1.000 e US$1.200, segundo a empresa, para o conjunto completo, incluindo o carregador das baterias internas dos óculos - cada carga, garante Blum, dura de dois a três dias, dependendo do uso.
Segundo a empresa, não há previsão de venda dos óculos eletrônicos no Brasil.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Microrrobôs voadores não precisam imitar complexidade do voo dos insetos
Veículos aéreos autônomos
No futuro, minúsculos veículos aéreos autônomos serão capazes de voar através de fissuras no concreto para procurar vítimas de terremotos, monitorar áreas contaminadas ou edifícios em risco de colapso.
Mas, no presente, o problema ainda está em projetar o melhor mecanismo que faça essas micromáquinas capazes de voar de forma eficiente.
Pequenos robôs voadores que imitam o bater de asas dos insetos ou dos pássaros têm sido a escolha preferida dos pesquisadores.
O problema é que eles geralmente exigem uma combinação complexa de movimentos para que suas asas lhes deem sustentação e capacidade de manobra.
E mecanismos complicados resultam em maior peso, menor autonomia das baterias e menor autonomia.
Linha experimentalista
O Dr. Robert Wood, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acredita que a saída é testar inúmeras combinações de asas e técnicas de movimento.
Wood e sua equipe estão tentando entender como o design das asas pode afetar o desempenho de um microveículo voador do tamanho de um inseto.
"A grande ênfase do nosso programa é o lado experimental do trabalho," afirma Wood. "Nós temos capacidades únicas para criar, operar e visualizar asas nas escalas e frequências de insetos reais."
O grupo está construindo asas e colocando-as para bater em altas frequências, recriando trajetórias similares às que os insetos fazem ao voar.
Durante os testes, equipamentos especiais medem vários componentes de força, permitindo a visualização dos fluxos de ar em torno das asas batendo a mais de 100 vezes por segundo.
As simulações concluíram que uma asa simples (em verde), batendo segundo um movimento senoidal, pode ser a melhor opção para dar sustentação aos microaviões robóticos. Os glóbulos em vermelho e azul mostram os fluxos de ar gerados durante o movimento.
Já Alexander Alexeev e Hassan Masoud, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, também nos Estados Unidos, acreditam que o melhor enfoque é estudar a teoria dos movimentos, para só depois partir para a prática.
A dupla usou simulações tridimensionais, feitas em computador, para examinar a sustentação e a aerodinâmica geradas pelo bater de asas flexíveis.
Ao bater as asas, os insetos conseguem uma capacidade de manobra e uma agilidade incomparáveis. Mas o fato é que a física associada com o bater das asas ainda não é totalmente compreendida, sobretudo em escalas muito pequenas.
"Quando você deseja criar veículos cada vez menores, a aerodinâmica muda muito e a modelagem se torna importante," defende Alexeev.
De forma surpreendente, suas simulações concluíram que os mecanismos complicados, que têm dificultado a construção dos insetos robóticos, talvez não sejam necessários.
Eles descobriram que a melhor alternativa é também a mais simples: um simples bater de asas oscilante, sem nenhum movimento adicional.
"Nós descobrimos que o bater de asas simples para cima e para baixo, na frequência de ressonância, é mais fácil de implementar e gera uma sustentação comparável à dos insetos alados, que usam um bater de asas significativamente mais complexo," afirma Alexeev.
Talvez os dois grupos tenham razão em suas abordagens individuais, já que o próximo passo natural depois da simulação é testar o conceito na prática.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microrrobos-voadores-voo-insetos&id=010180110106
No futuro, minúsculos veículos aéreos autônomos serão capazes de voar através de fissuras no concreto para procurar vítimas de terremotos, monitorar áreas contaminadas ou edifícios em risco de colapso.
Mas, no presente, o problema ainda está em projetar o melhor mecanismo que faça essas micromáquinas capazes de voar de forma eficiente.
Pequenos robôs voadores que imitam o bater de asas dos insetos ou dos pássaros têm sido a escolha preferida dos pesquisadores.
O problema é que eles geralmente exigem uma combinação complexa de movimentos para que suas asas lhes deem sustentação e capacidade de manobra.
E mecanismos complicados resultam em maior peso, menor autonomia das baterias e menor autonomia.
Linha experimentalista
O Dr. Robert Wood, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acredita que a saída é testar inúmeras combinações de asas e técnicas de movimento.
Wood e sua equipe estão tentando entender como o design das asas pode afetar o desempenho de um microveículo voador do tamanho de um inseto.
"A grande ênfase do nosso programa é o lado experimental do trabalho," afirma Wood. "Nós temos capacidades únicas para criar, operar e visualizar asas nas escalas e frequências de insetos reais."
O grupo está construindo asas e colocando-as para bater em altas frequências, recriando trajetórias similares às que os insetos fazem ao voar.
Durante os testes, equipamentos especiais medem vários componentes de força, permitindo a visualização dos fluxos de ar em torno das asas batendo a mais de 100 vezes por segundo.
As simulações concluíram que uma asa simples (em verde), batendo segundo um movimento senoidal, pode ser a melhor opção para dar sustentação aos microaviões robóticos. Os glóbulos em vermelho e azul mostram os fluxos de ar gerados durante o movimento.
Já Alexander Alexeev e Hassan Masoud, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, também nos Estados Unidos, acreditam que o melhor enfoque é estudar a teoria dos movimentos, para só depois partir para a prática.
A dupla usou simulações tridimensionais, feitas em computador, para examinar a sustentação e a aerodinâmica geradas pelo bater de asas flexíveis.
Ao bater as asas, os insetos conseguem uma capacidade de manobra e uma agilidade incomparáveis. Mas o fato é que a física associada com o bater das asas ainda não é totalmente compreendida, sobretudo em escalas muito pequenas.
"Quando você deseja criar veículos cada vez menores, a aerodinâmica muda muito e a modelagem se torna importante," defende Alexeev.
De forma surpreendente, suas simulações concluíram que os mecanismos complicados, que têm dificultado a construção dos insetos robóticos, talvez não sejam necessários.
Eles descobriram que a melhor alternativa é também a mais simples: um simples bater de asas oscilante, sem nenhum movimento adicional.
"Nós descobrimos que o bater de asas simples para cima e para baixo, na frequência de ressonância, é mais fácil de implementar e gera uma sustentação comparável à dos insetos alados, que usam um bater de asas significativamente mais complexo," afirma Alexeev.
Talvez os dois grupos tenham razão em suas abordagens individuais, já que o próximo passo natural depois da simulação é testar o conceito na prática.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microrrobos-voadores-voo-insetos&id=010180110106
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Cientistas criam um laser 3-D
Cientistas da Eslovênia fabricaram o primeiro laser 3-D do mundo.
Na verdade, um microlaser, em forma de gota, no qual a luz laser brilha em todas as direções.
Laser 3-D na holografia
"Este é o primeiro laser 3-D prático já construído," afirma Igor Musevic, do Josef Stefan Institute. E ele e seu colega Matjac Humar garantem que fabricar outros não será difícil - eles poderão ser feitos aos milhões em poucos segundos.
O feito é promissor em termos de aplicações tecnológicas porque o laser 3-D é não apenas pequeno, como é também rápido, ajustável e barato de ser fabricado.
Os microlasers 3-D serão úteis em uma grande variedade de aplicações, mas os cientistas eslovenos vislumbram sobretudo sua aplicação em holografia, para a criação de imagens verdadeiramente tridimensionais.
Para isso, o laser 3-D seria incorporado no interior do objeto a ser imageado. A luz que vem diretamente da fonte cria padrões de interferência com a luz do ambiente. A imagem do objeto pode então ser reconstruída a partir desses padrões de interferência.
Laser líquido
A luz laser tridimensional é emitida por moléculas de corante alojadas dentro de gotas esféricas de moléculas helicoidais, por sua vez dispersas em uma solução líquida.
As moléculas helicoidais são cristais líquidos colestéricos, parentes próximas das moléculas usadas nas telas de cristal líquido (LCD).
As moléculas colestéricas não se misturam bem com o polímero líquido na qual estão imersas. Esta incompatibilidade cria uma situação curiosa: o índice de refração do cristal líquido colestérico varia em direção ao exterior da gota, que tem 15 micrômetros de diâmetro.
É como se as gotas fossem uma cebola, onde as camadas correspondessem a materiais com diferentes índices de refração.
A maioria dos lasers possui dois ingredientes fundamentais: um meio ativo, no qual a energia pode ser transformada em luz e amplificada, e um ambiente ressonante, no qual a luz coerente que está sendo gerada pode se acumular para formar um feixe, que emerge como luz laser.
No caso do laser de microgotas, o meio ativo consiste em todas as moléculas de corante fluorescente alojadas nos cristais líquidos. E a caixa de ressonância consiste não de uma cavidade espelhada longitudinal, como é tradicional nos demais lasers, mas da sequência aninhada de camadas com diferentes índices de refração.
Autofabricação
Outra grande vantagem desse laser líquido é que ele não precisa ser fabricado, no sentido usual que se dá ao termo. Ele se "autofabrica", a partir de reações químicas.
"Milhões de microlasers podem ser fabricados simplesmente misturando um cristal líquido, um corante emissor de laser e um fluido de suporte, o que permite usar os microlasers em equipamentos fotônicos maleáveis," dizem os pesquisadores.
E ele ainda é ajustável: ao variar o espaçamento das moléculas helicoidais - imagine esticar e encolher um parafuso - varia o comprimento de onda da luz que é emitida.
E não é preciso substituir as gotas para variar a cor do laser - suas propriedades ópticas podem ser alteradas modificando a temperatura ou mediante a aplicação de um campo elétrico sobre as gotas.
"Os cientistas vêm tentando fazer esses lasers com materiais em estado sólido, mas você pode imaginar o quanto é difícil construir centenas de camadas alternadas de material óptico, que devem ser muito uniformes," explica Musevic. "A beleza da nossa abordagem é que essa gota 3-D é automontada em uma fração de segundo."
Em 2009, outro grupo de cientistas construiu um laser capaz de emitir múltiplos feixes de luz simultaneamente, mas que não era verdadeiramente 3-D.
Bibliografia:
3D microlasers from self-assembled cholesteric liquid-crystal microdroplets
M. Humar, I. Musevic; Optics Express
20 December 201; Vol.: 18, Issue 26, pp. 26995-27003; DOI: 10.1364/OE.18.026995
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=laser-3-d&id=010115101216&ebol=sim
Na verdade, um microlaser, em forma de gota, no qual a luz laser brilha em todas as direções.
Laser 3-D na holografia
"Este é o primeiro laser 3-D prático já construído," afirma Igor Musevic, do Josef Stefan Institute. E ele e seu colega Matjac Humar garantem que fabricar outros não será difícil - eles poderão ser feitos aos milhões em poucos segundos.
O feito é promissor em termos de aplicações tecnológicas porque o laser 3-D é não apenas pequeno, como é também rápido, ajustável e barato de ser fabricado.
Os microlasers 3-D serão úteis em uma grande variedade de aplicações, mas os cientistas eslovenos vislumbram sobretudo sua aplicação em holografia, para a criação de imagens verdadeiramente tridimensionais.
Para isso, o laser 3-D seria incorporado no interior do objeto a ser imageado. A luz que vem diretamente da fonte cria padrões de interferência com a luz do ambiente. A imagem do objeto pode então ser reconstruída a partir desses padrões de interferência.
Laser líquido
A luz laser tridimensional é emitida por moléculas de corante alojadas dentro de gotas esféricas de moléculas helicoidais, por sua vez dispersas em uma solução líquida.
As moléculas helicoidais são cristais líquidos colestéricos, parentes próximas das moléculas usadas nas telas de cristal líquido (LCD).
As moléculas colestéricas não se misturam bem com o polímero líquido na qual estão imersas. Esta incompatibilidade cria uma situação curiosa: o índice de refração do cristal líquido colestérico varia em direção ao exterior da gota, que tem 15 micrômetros de diâmetro.
É como se as gotas fossem uma cebola, onde as camadas correspondessem a materiais com diferentes índices de refração.
A maioria dos lasers possui dois ingredientes fundamentais: um meio ativo, no qual a energia pode ser transformada em luz e amplificada, e um ambiente ressonante, no qual a luz coerente que está sendo gerada pode se acumular para formar um feixe, que emerge como luz laser.
No caso do laser de microgotas, o meio ativo consiste em todas as moléculas de corante fluorescente alojadas nos cristais líquidos. E a caixa de ressonância consiste não de uma cavidade espelhada longitudinal, como é tradicional nos demais lasers, mas da sequência aninhada de camadas com diferentes índices de refração.
Autofabricação
Outra grande vantagem desse laser líquido é que ele não precisa ser fabricado, no sentido usual que se dá ao termo. Ele se "autofabrica", a partir de reações químicas.
"Milhões de microlasers podem ser fabricados simplesmente misturando um cristal líquido, um corante emissor de laser e um fluido de suporte, o que permite usar os microlasers em equipamentos fotônicos maleáveis," dizem os pesquisadores.
E ele ainda é ajustável: ao variar o espaçamento das moléculas helicoidais - imagine esticar e encolher um parafuso - varia o comprimento de onda da luz que é emitida.
E não é preciso substituir as gotas para variar a cor do laser - suas propriedades ópticas podem ser alteradas modificando a temperatura ou mediante a aplicação de um campo elétrico sobre as gotas.
"Os cientistas vêm tentando fazer esses lasers com materiais em estado sólido, mas você pode imaginar o quanto é difícil construir centenas de camadas alternadas de material óptico, que devem ser muito uniformes," explica Musevic. "A beleza da nossa abordagem é que essa gota 3-D é automontada em uma fração de segundo."
Em 2009, outro grupo de cientistas construiu um laser capaz de emitir múltiplos feixes de luz simultaneamente, mas que não era verdadeiramente 3-D.
Bibliografia:
3D microlasers from self-assembled cholesteric liquid-crystal microdroplets
M. Humar, I. Musevic; Optics Express
20 December 201; Vol.: 18, Issue 26, pp. 26995-27003; DOI: 10.1364/OE.18.026995
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=laser-3-d&id=010115101216&ebol=sim
Microchip gera sua própria energia
Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/12/2010
Há um interesse crescente no desenvolvimento de sensores ambientais, capazes de monitorar não apenas a natureza, mas também o interior de edifícios e a estrutura de grandes obras civis.
Essa tecnologia de sensores agora teve um novo impulso, com a possibilidade de fabricação de microchips que coletam a energia do ambiente, dispensando as baterias.
Integração energética
Um grupo de pesquisadores holandeses e chineses conseguiu pela primeira vez fabricar um processador com uma célula solar de alta eficiência integrada no mesmo chip.
A solução mais simples parece ser fabricar as células solares separadamente e depois encaixá-las em cima do circuito eletrônico, como fizeram pesquisadores norte-americanos ao criar o seu "microssensor perpétuo".
Mas a equipe afirma que esse não é o processo de produção mais eficiente e decidiram partir para a integração total, construindo as células solares camada por camada por cima do processador.
A técnica não apenas utiliza menos materiais como também permite um melhor desempenho do circuito, que passa a consumir menos energia.
Silício amorfo
Mas a integração não está livre de problemas: há sempre o risco de que as etapas da produção da célula solar danifiquem os componentes eletrônicos, eventualmente não a ponto de impedir seu funcionamento, mas o suficiente para anular os ganhos de desempenho.
Por esta razão, os pesquisadores decidiram usar células solares feitas de silício amorfo - em oposição ao silício cristalino tradicional -, mais conhecido como CIGS (cobre - índio - gálio - seleneto).
O processo de fabricação dessas células não influencia a eletrônica, e elas produzem uma quantidade razoável de energia mesmo com a luz disponível em ambientes fechados.
Fora dos processadores, as células solares à base de CIGS, que são totalmente flexíveis, já alcançaram um nível de desenvolvimento suficiente para serem fabricadas em grande escala.
Sensores inteligentes
Com a colocação de uma célula solar diretamente em cima da eletrônica, o chip fica totalmente autônomo, dispensando as baterias ou outras fontes de alimentação.
Desta forma, um sensor pode ter a "inteligência" necessária para coletar e fazer um processamento inicial dos dados, e até mesmo uma antena para comunicação sem fio.
A única restrição desse "sensor inteligente" é que seu consumo deve ficar bem abaixo de 1 miliwatt.
Um enfoque alternativo para o funcionamento de sensores que dispensam baterias são os minigeradores que tiram energia das vibrações do meio ambiente.
Bibliografia:
Above-CMOS a-Si and CIGS Solar Cells for Powering Autonomous Microsystems
J. Lu, W. Liu, C.H.M. van der Werf, A.Y. Kovalgin, Y. Sun, R.E.I. Schropp, J. Schmitz
International Electron Device Meeting Proceedings, December 2010
Há um interesse crescente no desenvolvimento de sensores ambientais, capazes de monitorar não apenas a natureza, mas também o interior de edifícios e a estrutura de grandes obras civis.
Essa tecnologia de sensores agora teve um novo impulso, com a possibilidade de fabricação de microchips que coletam a energia do ambiente, dispensando as baterias.
Integração energética
Um grupo de pesquisadores holandeses e chineses conseguiu pela primeira vez fabricar um processador com uma célula solar de alta eficiência integrada no mesmo chip.
A solução mais simples parece ser fabricar as células solares separadamente e depois encaixá-las em cima do circuito eletrônico, como fizeram pesquisadores norte-americanos ao criar o seu "microssensor perpétuo".
Mas a equipe afirma que esse não é o processo de produção mais eficiente e decidiram partir para a integração total, construindo as células solares camada por camada por cima do processador.
A técnica não apenas utiliza menos materiais como também permite um melhor desempenho do circuito, que passa a consumir menos energia.
Silício amorfo
Mas a integração não está livre de problemas: há sempre o risco de que as etapas da produção da célula solar danifiquem os componentes eletrônicos, eventualmente não a ponto de impedir seu funcionamento, mas o suficiente para anular os ganhos de desempenho.
Por esta razão, os pesquisadores decidiram usar células solares feitas de silício amorfo - em oposição ao silício cristalino tradicional -, mais conhecido como CIGS (cobre - índio - gálio - seleneto).
O processo de fabricação dessas células não influencia a eletrônica, e elas produzem uma quantidade razoável de energia mesmo com a luz disponível em ambientes fechados.
Fora dos processadores, as células solares à base de CIGS, que são totalmente flexíveis, já alcançaram um nível de desenvolvimento suficiente para serem fabricadas em grande escala.
Sensores inteligentes
Com a colocação de uma célula solar diretamente em cima da eletrônica, o chip fica totalmente autônomo, dispensando as baterias ou outras fontes de alimentação.
Desta forma, um sensor pode ter a "inteligência" necessária para coletar e fazer um processamento inicial dos dados, e até mesmo uma antena para comunicação sem fio.
A única restrição desse "sensor inteligente" é que seu consumo deve ficar bem abaixo de 1 miliwatt.
Um enfoque alternativo para o funcionamento de sensores que dispensam baterias são os minigeradores que tiram energia das vibrações do meio ambiente.
Bibliografia:
Above-CMOS a-Si and CIGS Solar Cells for Powering Autonomous Microsystems
J. Lu, W. Liu, C.H.M. van der Werf, A.Y. Kovalgin, Y. Sun, R.E.I. Schropp, J. Schmitz
International Electron Device Meeting Proceedings, December 2010
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