terça-feira, 27 de outubro de 2009
Nanoestruturas são mapeadas em 3D por pesquisadores brasileiros
Fábio de Castro - 27/10/2009
Combinando duas técnicas diferentes, pesquisadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), desenvolveram uma metodologia inédita capaz de mapear em três dimensões a composição química de nanoestruturas.
De acordo com Antonio Ramirez, a metodologia determina a composição química tridimensional das estruturas com dimensões de poucos nanômetros a partir de imagens obtidas por meio de microscopia eletrônica de transmissão de alta resolução (HRTEM).
"Essas imagens foram obtidas com uma técnica conhecida como reconstrução por série focal (FSR), um procedimento usado para obter imagens livres das aberrações do sistema óptico do microscópio. Essas imagens, com alta qualidade e resolução de picômetros, foram aliadas à técnica de análise de fase geométrica (GPA), que permite um mapeamento bidimensional de distorções estruturais", disse Ramirez.
Deformações estruturais
Segundo o pesquisador, a abordagem adotada pelo grupo brasileiro consistiu em usar os resultados obtidos com a combinação das duas técnicas para calcular a composição química das nanoestruturas a partir das medidas de suas deformações estruturais.
"Essas distorções, em diferentes direções cristalográficas, forneceram informações tridimensionais sobre o arranjo químico das nanoestruturas, com resolução espacial em escala nanométrica. Ao combinar as técnicas, conseguimos reconstituir a composição química nanoestrutural dessas estruturas", disse.
O Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME) do LNLS é um laboratório multiusuário, que recebe cerca de 150 pesquisadores por ano. Em seus 11 anos, tornou-se referência em microscopia eletrônica, especialmente na área de química.
Ilhas de germânio-silício
Para realizar a pesquisa, o grupo utilizou ilhas epitaxiais de germânio-silício. "Trata-se de um sistema clássico de semicondutores. Foi um dos autores do estudo, Gilberto Medeiros-Ribeiro, que desenvolveu esse sistema", disse Ramirez.
No sistema, o germânio é depositado sobre uma superfície de nanocristais de silício - que se caracteriza por ser bastante plana - previamente aquecida a uma temperatura de cerca de 500º C. Conforme as camadas vão sendo depositadas, o germânio forma estruturas piramidais - ou "ilhas" - sobre o silício.
"O germânio e o silício têm a mesma estrutura cristalina, isto é, seus átomos se organizam em ordem semelhante. Mas seus tamanhos são ligeiramente diferentes e, por isso, o acúmulo de diversas camadas do germânio provoca distorções tão pronunciadas que formam as ilhas. Parte do silício, no entanto, é puxada para dentro dessas estruturas", contou.
Medição de alta precisão
Ramirez explica que as características desse sistema de estruturas cristalinas já haviam sido medidas em outros trabalhos com o uso de difração de raios X. Mas trata-se de uma medição muito genérica, que pressupõe determinadas distribuições.
"No nosso caso, é como se tivéssemos produzido fotos da composição dessas estruturas a partir de vários ângulos. Com isso, temos informações obtidas a partir de várias direções e, com um tratamento matemático, começamos a fazer um mapeamento tridimensional da química da nanoestrutura", disse.
Segundo o pesquisador, um aspecto importante do trabalho é que, em vez de apenas utilizar os dados obtidos por microscopia eletrônica de transmissão, o estudo agregou conhecimento ao contribuir com o desenvolvimento de novas técnicas.
"Estando em um laboratório nacional, que oferece essas técnicas avançadas, é parte da nossa obrigação não apenas utilizá-las, mas ajudar a desenvolvê-las. Essa metodologia poderá abrir novas portas para o estudo e a caracterização de materiais tecnologicamente importantes em áreas como a eletrônica", disse.
Bibliografia:
Quantitative 3D Chemical Arrangement on Ge-Si Nanostructures
Luciano A. Montoro, Marina S. Leite, Daniel Biggemann, Fellipe G. Peternella, K. Joost Batenburg, Gilberto Medeiros-Ribeiro, Antonio J. Ramirez
Journal of Physical Chemistry C
Vol.: 113 (21), pp 9018-9022
DOI: 10.1021/jp902480w
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Inseto tem voo controlado por eletrodos implantados no cérebro
Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, implantaram eletrodos controlados por chips neurais diretamente no cérebro de abelhas, besouros e mariposas, usando os dispositivos para controlar remotamente o voo dos insetos.
O resultado é fruto de um esforço de pesquisa que já dura vários anos. Em 2007, a mesma equipe conseguiu fazer com que um inseto ciborgue sobrevivesse ao implante dos chips.
O inseto ciborgue, que ainda não voava de forma controlada, foi utilizado por pesquisadores associados para controlar um robô. Os olhos do inseto funcionam como os olhos do robô, controlando seu movimento - veja Robô-mariposa integra cérebro biológico a robô.
Chip neurológico
Agora, finalmente os pesquisadores tiveram sucesso em controlar o comportamento e o voo dos animais.
O chip neurológico foi implantado em abelhas, besouros e mariposas. A mariposa Mecynorrhina torquata e os besouros foram capazes de levantar voo levando consigo o chip e o aparato de controle, que ainda é muito pesado para insetos menores.
Hirotaka Sato e Michel Maharbiz começaram controlando de forma independente as asas dos insetos. Para isso, os animais eram mantidos fixos em barras oscilantes.
O acionamento dos eletrodos implantados no cérebro dos animais faz com que eles batam suas asas com uma velocidade correspondente à frequência dos sinais elétricos. O implante é feito ainda durante a fase de pupa do animal.
Depois de conseguirem controlar de forma independente as duas asas, os pesquisadores instalaram uma versão sem fios do chip neurológico nos insetos maiores, que foram capazes de voar com eles, sendo controlados à distância no interior de uma sala.
Voo controlado à distância
Um pulso específico faz com que o animal inicie o voo. A seguir, ele pode ser induzido a virar numa ou noutra direção por meio do envio de estímulos para o músculo da asa do lado oposto à direção que se deseja que ele vire. Assim que o impulso cessa, o animal volta a voar em linha reta.
O controle ainda não é absolutamente preciso, sendo que os animais obedecem em 75% das vezes que os comandos são enviados. Um comando específico faz com que o animal pouse suavemente.
Controle sem fios
Somente agora que o princípio de funcionamento e o programa de controle tiveram seu funcionamento comprovado é que os pesquisadores começarão o trabalho de miniaturização do sistema de controle sem fios.
O dispositivo consiste de estimuladores neurais e estimuladores musculares, conectados diretamente ao cérebro do animal. Os eletrodos ligam-se a um microcontrolador, que por sua vez recebe os sinais de comando através de um receptor de rádio. Todo o equipamento é alimentado por uma microbateria de lítio, do tipo das usadas em relógios.
Todos os experimentos foram feitos em uma sala fechada, com antenas distribuídas que permitiram o controle dos animais à distância mesmo com a baixa potência do microrreceptor. Para voos mais altos, em ambientes abertos, o grande desafio será a alimentação do chip neurológico e de um sistema de rádio de maior potência.
Baterias são inviáveis, porque seriam pesadas demais para que o animal as carregue. Outras opções são capacitores, células solares e até mesmo atuadores piezoelétricos, que captem uma parte da energia necessária a partir da vibração das próprias asas do inseto.
Bibliografia:
Remote radio control of insect flight
Hirotaka Sato, Christopher W. Berry, Yoav Peeri, Emen Baghoomian, Brendan E. Casey, Gabriel Lavella, John M. VandenBrooks, Jon Harrison, Michel M. Maharbiz
Frontiers in Integrative Neuroscience
September 2009
Vol.: To be published
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=inseto-tem-voo-controlado-eletrodos-implantados-cerebro&id=010180091002
Google adquire programa de segurança ReCAPTCHA
O que são captchas?
O Google anunciou a aquisição do programa ReCAPTCHA, utilizado para oferecer mais segurança aos sites da Internet por meio de letras ou números que o usuário deve digitar quando interage com um site.
As letras, que aparecem como desenhos distorcidos, evitam a distribuição de spam e o uso de sites interativos por programas automatizados, já que o reconhecimento dos caracteres é possível para um ser humano, mas muito difícil para um programa de computador. CAPTCHA é um acrônimo para Completely Automatic Public Turing test to tell Computers and Humans Apart.
Captcha do bem
Existem inúmeros programas de Captcha disponíveis no mercado, a maioria gratuita. Mas o ReCAPTCHA é especial. Enquanto os outros programas apresentam caracteres aleatórios e simplesmente checam se esses caracteres foram digitados corretamente, o ReCAPTCHA mostra palavras extraídas de livros impressos que estão em processo de digitalização.
Assim, quando digitam as palavras, muitas vezes quase ilegíveis, os usuários dos sites que usam o ReCAPTCHA estão na verdade ajudando a digitalizar livros antigos, jornais e outros materiais impressos antes do advento dos computadores.
A possibilidade de ajudar uma causa nobre fez com que o ReCAPTCHA de proliferasse como erva-daninha pela Internet. Milhares de sites ao redor do mundo já o adotaram. Seu uso é gratuito. Durante seu primeiro ano de funcionamento, 1,2 bilhão de captchas foram resolvidos e mais de 440 milhões de palavras foram corretamente decifradas. Isso equivale à digitalização de 17.600 livros.
Corrigindo o OCR
Mas como o programa sabe que o usuário digitou a palavra correta? O sistema funciona assim: o software do ReCAPTCHA pega uma palavra conhecida e outra que não foi reconhecida pelo OCR (Optical Character Recognition), e apresenta ambas ao usuário. Se o usuário interpretou corretamente a primeira, o programa assume que a segunda também foi interpretada corretamente.
O mesmo conjunto é apresentado seguidamente a vários usuários, até que, estatisticamente, o programa tenha certeza de que a palavra foi mesmo reconhecida. O texto do livro é então atualizado e dado como corretamente digitalizado.
ReCAPTCHA
O ReCAPTCHA foi lançado em 2007 pelo pesquisador Luis von Ahn, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, tendo logo se transformado em uma empresa, criada com o objetivo de divulgar e eventualmente comercializar o programa.
O Google não divulgou se pretende fazer alguma alteração nas diretrizes de uso do programa.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=google-adquire-programa-seguranca-recaptcha&id=010175090916&ebol=sim
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O Futuro da Tecnologia
Novembro, 2007 — Robson Pereira Mendonça
Atualmente, é praticamente impossível sabermos e entendermos todas as siglas existentes no mundo da tecnologia.
Da década de 90 para cá, surgiu uma quantidade absurda de empresas de tecnologia em todo o mundo. E com elas vieram novos termos, serviços, conceitos e inovações. Com toda essa evolução , acabamos por ver grandes empresas (como Mandic, Netscape etc) se afundarem por não acompanhar a evolução proporcionada por esses novos entrantes. Empresas, consagradas no mercado internacional, vieram para o Brasil tentando impor sua cultura, com investimento pesado, e anos depois, simplesmente fecharam as portas no país e foram embora. Como o caso do provedor de internet AOL. Por outro lado, tivemos empresas que começaram desacreditadas (IG, Submarino, Yahoo, Google etc.) e se tornaram referência em seus segmentos.
Mas o que mais me impressiona é a revolução cultural causada por essas empresas e tecnologias. Basta ouvirmos um grupo de adolescentes (sem conhecimento técnico, diga-se de passagem.) conversando por alguns minutos, que que não demora muito para ressoar termos como: blog, flog, orkut, msn, skype, net, note, palm, torpedo, second life, emule, mp3, 4 e 5, ipod, iphone, torrent, download, upload, subir, baixar, converter, plugar, deletar, salvar, gravar, ripar, “control c, control v” e dezenas de outros.
Se pensarmos que esse mesmo grupo de adolescentes estiver simplesmente estudando tecnologia, além desses termos ainda ouviremos alguns outros como: web 2.0, tableless, CSS, RSS, usabilidade, escalabilidade, flexibilidade, tunning, firewall, java, dotnet, asp, jsp, php, html, xml, xhtml, ajax, tag, flag, lock, Database, cluster, RAID, NAT, FAT, NTFS, VPN, e por ai vai.
Imaginem o que esses adolescentes iriam pensar se os chamássemos para uma partida de Pac-Man, River Raid, Enduro, Mega Mania etc. Embora esses fossem os jogos da “moda” de dez a quinze anos atrás, perante aos poderosos xBox, PS2 e 3, Wii etc., o conceito seria no mínimo de “Tiozão”.
Bons tempos aqueles em que conhecíamos todos os termos relacionados a informática, e nos sentíamos orgulhosos em ter na ponta da língua a resposta quando questionados sobre alguns assuntos como: http, www, tcp-ip, internet, extranet, wan, lan, icq, smtp, pop, imap, dir, cls, format, xcopy, cd, rd, basic, xt, 286, 386, wordstar, lotus 1-2-3 etc.
Para aqueles (como eu) que trabalham neste mundo da alucinado da tecnologia, e dominavam os termos citados no parágrafo acima, o grande “pulo do gato” é investir em processos, gestão, negócios etc. E deixar para que esses adolescentes sedentos por “botõezinhos” e aparelhos digitais, dêm continuidade a aquilo que de certa forma demos nossa contribuição.
Agora, para dizer onde tudo isso vai parar, ainda desconheço qualquer tecnologia que seja capaz de responder!
http://robsonmendonca.wordpress.com/2007/11/01/onde-vamos-parar-alias-se-e-que-vamos/
Atualmente, é praticamente impossível sabermos e entendermos todas as siglas existentes no mundo da tecnologia.
Da década de 90 para cá, surgiu uma quantidade absurda de empresas de tecnologia em todo o mundo. E com elas vieram novos termos, serviços, conceitos e inovações. Com toda essa evolução , acabamos por ver grandes empresas (como Mandic, Netscape etc) se afundarem por não acompanhar a evolução proporcionada por esses novos entrantes. Empresas, consagradas no mercado internacional, vieram para o Brasil tentando impor sua cultura, com investimento pesado, e anos depois, simplesmente fecharam as portas no país e foram embora. Como o caso do provedor de internet AOL. Por outro lado, tivemos empresas que começaram desacreditadas (IG, Submarino, Yahoo, Google etc.) e se tornaram referência em seus segmentos.
Mas o que mais me impressiona é a revolução cultural causada por essas empresas e tecnologias. Basta ouvirmos um grupo de adolescentes (sem conhecimento técnico, diga-se de passagem.) conversando por alguns minutos, que que não demora muito para ressoar termos como: blog, flog, orkut, msn, skype, net, note, palm, torpedo, second life, emule, mp3, 4 e 5, ipod, iphone, torrent, download, upload, subir, baixar, converter, plugar, deletar, salvar, gravar, ripar, “control c, control v” e dezenas de outros.
Se pensarmos que esse mesmo grupo de adolescentes estiver simplesmente estudando tecnologia, além desses termos ainda ouviremos alguns outros como: web 2.0, tableless, CSS, RSS, usabilidade, escalabilidade, flexibilidade, tunning, firewall, java, dotnet, asp, jsp, php, html, xml, xhtml, ajax, tag, flag, lock, Database, cluster, RAID, NAT, FAT, NTFS, VPN, e por ai vai.
Imaginem o que esses adolescentes iriam pensar se os chamássemos para uma partida de Pac-Man, River Raid, Enduro, Mega Mania etc. Embora esses fossem os jogos da “moda” de dez a quinze anos atrás, perante aos poderosos xBox, PS2 e 3, Wii etc., o conceito seria no mínimo de “Tiozão”.
Bons tempos aqueles em que conhecíamos todos os termos relacionados a informática, e nos sentíamos orgulhosos em ter na ponta da língua a resposta quando questionados sobre alguns assuntos como: http, www, tcp-ip, internet, extranet, wan, lan, icq, smtp, pop, imap, dir, cls, format, xcopy, cd, rd, basic, xt, 286, 386, wordstar, lotus 1-2-3 etc.
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Oportunidade de Emprego!!
1. Omirp – Rua 13 de maio, 112, Santo Amaro. Tel: 3423-2429.Atendimento: segunda, terça e quarta.
2. Estilo Profissional – Rua Alfredo de Carvalho, 126, Espinheiro. curriculum@estiloprofissional.com.br.
3. Busccar – Rua da Hora, 493, Espinheiro.Tel: 3241-3151. busccar@busccar.com.br / http://www.busccar.com.br/
4. ATS – Av. João de Barros, 1468 Sl. 106 – Espinheiro Recife-PEFone: 3242-8653/3247-2936 (fax).ats@atsconsultoria.com.br
5. Agregar – Rua Samuel Campelo, 180, térreo, Espinheiro. Tel: 3426-1938. agregar@matrix.com.br / http://www.agregarh.com.br/ / curriculos@agregarh.com.br
6. Àgilis – Rua Barão de Itamaracá, 293, sl-3. Espinheiro. Tel: 3134-1748.www.agilis.com.br.
7. Trino – Rua Vigário Barreto, 948 (em frente a Bob`s da Av. Rosa e Silva), Espinheiro.Tel: 3424-9404Atendimento: segundas, terças e quartas; horário comercial.
8. RHBrasil – Rua Manoel de Arruda Câmara, 100, Prado. Tel: 3236-2197.www.rhbrasil.com.br. falta via Internet
9. Adm Empresarial – Rua Hermógenes de Morais, 163 (esquina c/a DPCA). Madalena. 3445-1508Tel: 3226-1377adm@admempresarial.comhttp://www.admempresarial.com.br/
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Computação Gráfica
A Computação Gráfica se faz presente no dia a dia de profissionais e estudantes das mais diversas áreas de trabalho. Técnicos, engenheiros, agrimensores, Arquitetos, designers, publicitários, todos se utilizam a Computação Gráfica.
O objetivo deste curso é levar ao conhecimento de Iniciantes, usuários intermediários e Avançados, parte da computação gráfica, especialmente o CAD - Computer Aided Design - Projeto Auxiliado por Computador ou também chamado CADD - Computer Aided Drafting and Design - Projeto e Desenho auxiliado por Computador.
O Autocad se destaca na área da Computação Gráfica, com mais de 2 milhões de usuários em todo o mundo , isto somente com a versão R 14, produzido pela Empresa Americana AutoDesk Inc..
O que pode ser feito com ele?
Durante várias décadas os desenhos foram feitos usando-se canetas e lápis, por mãos de desenhistas, projetistas e ilustradores. Para que a pessoa se se torna um profissional competente, com habilidade, ela tinha que desenvolver, todo um conhecimento completo de desenho técnico ou publicitário. Com o aparecimento do computador, foi inevitável o surgimento de um grande aliado, as estações de trabalho, Também conhecidas de "Workstation" e de programas CAD, especialmente o Autocad, profissionais das áreas anteriormente abordadas podem e poderão realizar muito, mas, muito rápidos trabalhos que levariam dias para serem feitos, é isto que vamos tentar lhe oferecer ao longo do curso, abordando muitas áreas diferentes de aplicações em CAD.
Leandro macrado Freitas, 2006.
O objetivo deste curso é levar ao conhecimento de Iniciantes, usuários intermediários e Avançados, parte da computação gráfica, especialmente o CAD - Computer Aided Design - Projeto Auxiliado por Computador ou também chamado CADD - Computer Aided Drafting and Design - Projeto e Desenho auxiliado por Computador.
O Autocad se destaca na área da Computação Gráfica, com mais de 2 milhões de usuários em todo o mundo , isto somente com a versão R 14, produzido pela Empresa Americana AutoDesk Inc..
O que pode ser feito com ele?
Durante várias décadas os desenhos foram feitos usando-se canetas e lápis, por mãos de desenhistas, projetistas e ilustradores. Para que a pessoa se se torna um profissional competente, com habilidade, ela tinha que desenvolver, todo um conhecimento completo de desenho técnico ou publicitário. Com o aparecimento do computador, foi inevitável o surgimento de um grande aliado, as estações de trabalho, Também conhecidas de "Workstation" e de programas CAD, especialmente o Autocad, profissionais das áreas anteriormente abordadas podem e poderão realizar muito, mas, muito rápidos trabalhos que levariam dias para serem feitos, é isto que vamos tentar lhe oferecer ao longo do curso, abordando muitas áreas diferentes de aplicações em CAD.
Leandro macrado Freitas, 2006.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Criado microprocessador que funciona com ar
Computadores são muito simples
Quando você pensa em computadores, pensa em microprocessadores feitos de silício e outros materiais semicondutores, produzidos em salas ultralimpas localizadas em fábricas que custam bilhões de dólares.
E certamente você pensará também nos transistores, os elementos fundamentais dos microprocessadores e de todos os demais chips. É comum uma analogia entre os processadores e a matéria, ressaltando que os transistores seriam os átomos com que todos os circuitos integrados seriam construídos.
Logo, como não se tem matéria sem átomos, seria impossível ter processadores - e, portanto, computadores - sem os transistores, certo?
Errado. Apesar de serem os equipamentos mais complexos, versáteis e poderosos que o homem já construiu, o princípio de funcionamento dos computadores - ou dos processadores, que são a alma dos computadores - é notavelmente simples. Salvo algumas poucas funções em que os transistores funcionam como amplificadores, no interior de um processador eles são unicamente chaves liga-desliga.
Essas chaves são dispostas em sequências bem definidas e repetitivas, umas agindo sobre as outras da maneira mais simples possível, ou seja, de forma unidirecional. Ligue a chave 1 e as chaves 2 e 3 que estão conectadas a ela receberão corrente elétrica e, conforme estiverem ligadas ou desligadas, deixarão a corrente elétrica passar para as chaves 4 e 5 ou 6 e 7. E assim por diante.
Processador a ar
Ora, se você só precisa de chaves liga-desliga para fazer um processador, então você pode construir um computador com qualquer dispositivo que funcione como uma chave. Por exemplo, você pode construir um computador com canos e torneiras - a água fará o papel da eletricidade e as torneiras farão o papel dos transistores. Ou você pode substituir a água por ar, o que dará no mesmo.
Não apenas para demonstrar que essa possibilidade é real, mas também para construir um computador não-eletrônico que possa ser usado em biochips, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, fizeram exatamente isso: eles construíram um processador que funciona usando o ar que flui por microcanais. Unindo os microcanais, foram postas pequenas chaves que liberam ou interrompem o fluxo de ar, exatamente como os transistores fazem em um processador eletrônico.
Enquanto no processador eletrônico a presença de eletricidade (chave ligada) é interpretado como 1 e a ausência de eletricidade (chave desligada) é interpretada como 0, os bits no processador a ar são criados pela presença ou ausência de ar nos microcanais.
Portas lógicas a ar
Uma corrente de 0s e 1s flui através dos microcanais do processador a ar, com válvulas pneumáticas controlando o fluxo do ar entre os diversos canais. Para simplificar as válvulas, os pesquisadores Minsoung Rhee e Mark Burns construíram os canais na forma de duas câmaras, separadas por uma membrana flexível. Quando a câmara inferior recebe ar, ele força a membrana para cima, fechando a válvula, evitando que o sinal binário flua pelas junções seguintes de forma desordenada. Para desligar a válvula, basta retirar o ar da câmara inferior.
A seguir, os dois pesquisadores usaram esse sistema de válvulas pneumáticas - que poderiam ser válvulas hidráulicas em um encanamento de água, varetas amarradas por cordões ou até mesmo, pasmem, transistores interligados por fios - para construir blocos básicos de cálculos, chamados portas lógicas, flip-flops, registradores e assim por diante - exatamente os mesmo blocos básicos existentes em um processador eletrônico.
Processador para biochips
Usando a facilidade das tecnologias de microfabricação - que são mais fáceis de mexer do que canos de PVC cheios de água - eles construíram um conjunto de microcanais capaz de funcionar como um processador de 8 bits, exatamente como o processador dos primeiros computadores do início da década de 80.
Esse processador lógico que dispensa eletricidade, baterias e fios, e se dá muito bem com os materiais líquidos sempre presentes nos laboratórios, deverá dar um novo impulso ao campo dos biochips, verdadeiros microlaboratórios utilizados na análise de amostras biológicas e com potencial para se transformar em microfábricas capazes de gerar compostos químicos superpuros, de forma contínua e com altíssima produtividade.
Processador sem fios
O processador a ar precisa de uma bomba externa para funcionar, mas a pressão e o volume de ar fornecidos por essa bomba são tão pequenos que o aparato é minúsculo e muito mais simples do que os controles eletrônicos que devem ser conectados aos biochips atuais. Veja, por exemplo, um biochip de última geração, apresentado há poucas semanas, que é capaz de fazer mais de mil reações químicas simultâneas - apesar do avanço que ele representa, chama a atenção a enormidade de fios que derivam dele. E a foto naquela reportagem não mostra o aparato aonde chegam esses fios. No caso do novo processador a ar, o seu controle externo se resumirá a um cano flexível para a passagem de ar.
A ideia de processadores não-eletrônicos tem várias outras possibilidades de uso, incluindo a automação industrial, onde grande número de equipamentos já funciona por meio de sistemas a ar comprimido. A maioria desses equipamentos opera baseado em cálculos muito simples, como aceitar ou rejeitar um produto baseado na leitura de um sensor. Processadores a ar comprimido poderiam simplificar as linhas de montagem, além de diminuir o consumo de energia e dispensar a presença de sistemas eletrônicos que operam muito aquém de suas capacidades.
Bibliografia:
Microfluidic pneumatic logic circuits and digital pneumatic microprocessors for integrated microfluidic systems
Minsoung Rhee, Mark A. Burns
Lab on a Chip
September 2009
Vol.: Published online
DOI: 10.1039/b904354c
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=criado-microprocessador-funciona-ar&id=010150090907&ebol=sim
Quando você pensa em computadores, pensa em microprocessadores feitos de silício e outros materiais semicondutores, produzidos em salas ultralimpas localizadas em fábricas que custam bilhões de dólares.
E certamente você pensará também nos transistores, os elementos fundamentais dos microprocessadores e de todos os demais chips. É comum uma analogia entre os processadores e a matéria, ressaltando que os transistores seriam os átomos com que todos os circuitos integrados seriam construídos.
Logo, como não se tem matéria sem átomos, seria impossível ter processadores - e, portanto, computadores - sem os transistores, certo?
Errado. Apesar de serem os equipamentos mais complexos, versáteis e poderosos que o homem já construiu, o princípio de funcionamento dos computadores - ou dos processadores, que são a alma dos computadores - é notavelmente simples. Salvo algumas poucas funções em que os transistores funcionam como amplificadores, no interior de um processador eles são unicamente chaves liga-desliga.
Essas chaves são dispostas em sequências bem definidas e repetitivas, umas agindo sobre as outras da maneira mais simples possível, ou seja, de forma unidirecional. Ligue a chave 1 e as chaves 2 e 3 que estão conectadas a ela receberão corrente elétrica e, conforme estiverem ligadas ou desligadas, deixarão a corrente elétrica passar para as chaves 4 e 5 ou 6 e 7. E assim por diante.
Processador a ar
Ora, se você só precisa de chaves liga-desliga para fazer um processador, então você pode construir um computador com qualquer dispositivo que funcione como uma chave. Por exemplo, você pode construir um computador com canos e torneiras - a água fará o papel da eletricidade e as torneiras farão o papel dos transistores. Ou você pode substituir a água por ar, o que dará no mesmo.
Não apenas para demonstrar que essa possibilidade é real, mas também para construir um computador não-eletrônico que possa ser usado em biochips, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, fizeram exatamente isso: eles construíram um processador que funciona usando o ar que flui por microcanais. Unindo os microcanais, foram postas pequenas chaves que liberam ou interrompem o fluxo de ar, exatamente como os transistores fazem em um processador eletrônico.
Enquanto no processador eletrônico a presença de eletricidade (chave ligada) é interpretado como 1 e a ausência de eletricidade (chave desligada) é interpretada como 0, os bits no processador a ar são criados pela presença ou ausência de ar nos microcanais.
Portas lógicas a ar
Uma corrente de 0s e 1s flui através dos microcanais do processador a ar, com válvulas pneumáticas controlando o fluxo do ar entre os diversos canais. Para simplificar as válvulas, os pesquisadores Minsoung Rhee e Mark Burns construíram os canais na forma de duas câmaras, separadas por uma membrana flexível. Quando a câmara inferior recebe ar, ele força a membrana para cima, fechando a válvula, evitando que o sinal binário flua pelas junções seguintes de forma desordenada. Para desligar a válvula, basta retirar o ar da câmara inferior.
A seguir, os dois pesquisadores usaram esse sistema de válvulas pneumáticas - que poderiam ser válvulas hidráulicas em um encanamento de água, varetas amarradas por cordões ou até mesmo, pasmem, transistores interligados por fios - para construir blocos básicos de cálculos, chamados portas lógicas, flip-flops, registradores e assim por diante - exatamente os mesmo blocos básicos existentes em um processador eletrônico.
Processador para biochips
Usando a facilidade das tecnologias de microfabricação - que são mais fáceis de mexer do que canos de PVC cheios de água - eles construíram um conjunto de microcanais capaz de funcionar como um processador de 8 bits, exatamente como o processador dos primeiros computadores do início da década de 80.
Esse processador lógico que dispensa eletricidade, baterias e fios, e se dá muito bem com os materiais líquidos sempre presentes nos laboratórios, deverá dar um novo impulso ao campo dos biochips, verdadeiros microlaboratórios utilizados na análise de amostras biológicas e com potencial para se transformar em microfábricas capazes de gerar compostos químicos superpuros, de forma contínua e com altíssima produtividade.
Processador sem fios
O processador a ar precisa de uma bomba externa para funcionar, mas a pressão e o volume de ar fornecidos por essa bomba são tão pequenos que o aparato é minúsculo e muito mais simples do que os controles eletrônicos que devem ser conectados aos biochips atuais. Veja, por exemplo, um biochip de última geração, apresentado há poucas semanas, que é capaz de fazer mais de mil reações químicas simultâneas - apesar do avanço que ele representa, chama a atenção a enormidade de fios que derivam dele. E a foto naquela reportagem não mostra o aparato aonde chegam esses fios. No caso do novo processador a ar, o seu controle externo se resumirá a um cano flexível para a passagem de ar.
A ideia de processadores não-eletrônicos tem várias outras possibilidades de uso, incluindo a automação industrial, onde grande número de equipamentos já funciona por meio de sistemas a ar comprimido. A maioria desses equipamentos opera baseado em cálculos muito simples, como aceitar ou rejeitar um produto baseado na leitura de um sensor. Processadores a ar comprimido poderiam simplificar as linhas de montagem, além de diminuir o consumo de energia e dispensar a presença de sistemas eletrônicos que operam muito aquém de suas capacidades.
Bibliografia:
Microfluidic pneumatic logic circuits and digital pneumatic microprocessors for integrated microfluidic systems
Minsoung Rhee, Mark A. Burns
Lab on a Chip
September 2009
Vol.: Published online
DOI: 10.1039/b904354c
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=criado-microprocessador-funciona-ar&id=010150090907&ebol=sim
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